ESTÁGIO SUPERVISIONADO – PROJETOS
ALUNA: Luciandréa Camargo – 3º N.A
Resumo: Sócrates 470-399 a. C – O mestre em busca da verdade
“Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.
Sócrates
Sócrates nasceu em Atenas, convenceu-se de sua missão de mestre aos 38 anos, foi acusado de desrespeito e corrupção dos jovens da época, foi julgado e condenado a morte por envenenamento, recusou-se a fugir, tomando cicuta.
Sócrates vem a romper com a filosofia que se baseava na observação das forças da natureza concentrando a no homem e em sua alma, levando as pessoas pelo meio do autoconhecimento a sabedoria e a pratica do bem, sendo que estes vem de dentro. De seu pensamento surgiram duas vertentes da filosofia: a idealista e a realista.
Defendia o diálogo como método de educação, duvidou da ideia que a virtude pode se ensinada, para Sócrates, o homem precisa se auto-dominar para que possa conduzir as outras pessoas, valorizava acima de tudo as verdades e as virtudes, tanto individuais quanto sociais (coragem, temperança/cooperação, amizade), segundo ele só erra quem desconhece a verdade/o bem.
Para Sócrates cabe ao educador auxiliar o aluno a despertar a cooperação fazendo com que lhe se ilumine as ideias, tanto aluno quanto educador devem estar abertos a questionamentos, sendo nessa troca de ideias que se dá a evolução.
Ao eleger o diálogo como método de investigação, Sócrates foi o primeiro filósofo a se preocupar não só com a verdade mas com o modo como se pode chegar a ela, por isso é considerado o modelo clássico de professor, professor este que leva em conta a necessidade de ajudar seus alunos a desenvolver procedimentos para que possam pensar por si mesmos.
Seja bem vindo, este blog tem por objetivo arquivar todos os meus trabalhos desenvolvidos nos anos de magistério ao qual cursei, entre, visite, deixe sua opinião, se este blog de alguma forma lhe for útil, ficarei muito feliz, também esta sempre acrescentado materiais sobre minha complementação em Pedagogia, e prática em Contraturno socioeducativo e EJA sempre com o mesmo intuito, divulgar, complementar, acrescentar e colaborar... Sucesso!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
ESTÁGIO SUPERVISIONADO - 3º ANO - PROFª LUCIMARA
Síntese: Pensar a escola, uma aventura de 2500 anos (Revista Nova Escola – 2008)
Várias são as reflexões no processo de educar, várias são as influências dos pensadores, os quais refletem na organização do sistema escolar, conteúdo de livros didáticos e ao currículo docente atual.
A preocupação com a educação é antiga, inicia-se com os pensadores Sócrates, em sua infinita busca pela verdade, o idealista Platão e o realista Aristóteles.
Durante a idade média dominada pelo Cristianismo convém destacar o idealizador Santo Agostinho e Tomáz de Aquino com sua razão e prudência.
No século 14 com o Feudalismo as universidades embora fiéis à teologia voltaram-se também ao conhecimento científico, e é no humanismo que destaca-se Erasmo de Roterdã. O Protestantismo através de Martinho Lutero possibilita a leitura e interpretação da Bíblia como direito, deixando um legado duradouro na história do ensino. É com Comênio que o ensino procura respeitar a capacidade e o interesse do aluno sem severidade através de sua didática moderna. John Locke, através do Liberalismo defende que as idéias nascem das experiências.
Os cem anos seguintes consagram os direitos civis, tais como liberdade, privacidade, propriedade e igualdade.
É com o filósofo Rosseau que se reconstrói a figura da criança como um ser em processo. Pestalozzi inseriu em nossas salas de aula o afeto, e é com Froebel, o formador de crianças pequenas que se projetou a educação dos menores de oito anos, cuidando sem desconsiderar sua evolução espontânea.
Em 1789 com a Revolução Francesa a educação se expandiu por toda a França, destaca-se nesse contexto Durkheim, com postulado de escola nova defende que as crianças apresentam um processo de desenvolvimento a ser respeitado e estimulado.
É com Dewey que se democratiza o interior das escolas, e levanta-se o uso de materiais pedagógicos com Montessori e Decroly. As descobertas de Jean Piaget marcaram a pedagogia do seculo 20 mais do que o trabalho de qualquer outro pensador, sendo sua seguidora Emília Ferreiro muito influente no Brasil, convém ressaltar Vygostky e o mentor da educação para a consciência Paulo Freire. Nesse contexto uma importante linhagem de pensadores críticos que levaram a questionamentos o papel da escola devem ser ressaltados como, Edgar Morim, Pierre Bordieu, Foucault e Gardner conhecido como o cientista das inteligências múltiplas.
Várias são as reflexões no processo de educar, várias são as influências dos pensadores, os quais refletem na organização do sistema escolar, conteúdo de livros didáticos e ao currículo docente atual.
A preocupação com a educação é antiga, inicia-se com os pensadores Sócrates, em sua infinita busca pela verdade, o idealista Platão e o realista Aristóteles.
Durante a idade média dominada pelo Cristianismo convém destacar o idealizador Santo Agostinho e Tomáz de Aquino com sua razão e prudência.
No século 14 com o Feudalismo as universidades embora fiéis à teologia voltaram-se também ao conhecimento científico, e é no humanismo que destaca-se Erasmo de Roterdã. O Protestantismo através de Martinho Lutero possibilita a leitura e interpretação da Bíblia como direito, deixando um legado duradouro na história do ensino. É com Comênio que o ensino procura respeitar a capacidade e o interesse do aluno sem severidade através de sua didática moderna. John Locke, através do Liberalismo defende que as idéias nascem das experiências.
Os cem anos seguintes consagram os direitos civis, tais como liberdade, privacidade, propriedade e igualdade.
É com o filósofo Rosseau que se reconstrói a figura da criança como um ser em processo. Pestalozzi inseriu em nossas salas de aula o afeto, e é com Froebel, o formador de crianças pequenas que se projetou a educação dos menores de oito anos, cuidando sem desconsiderar sua evolução espontânea.
Em 1789 com a Revolução Francesa a educação se expandiu por toda a França, destaca-se nesse contexto Durkheim, com postulado de escola nova defende que as crianças apresentam um processo de desenvolvimento a ser respeitado e estimulado.
É com Dewey que se democratiza o interior das escolas, e levanta-se o uso de materiais pedagógicos com Montessori e Decroly. As descobertas de Jean Piaget marcaram a pedagogia do seculo 20 mais do que o trabalho de qualquer outro pensador, sendo sua seguidora Emília Ferreiro muito influente no Brasil, convém ressaltar Vygostky e o mentor da educação para a consciência Paulo Freire. Nesse contexto uma importante linhagem de pensadores críticos que levaram a questionamentos o papel da escola devem ser ressaltados como, Edgar Morim, Pierre Bordieu, Foucault e Gardner conhecido como o cientista das inteligências múltiplas.
METODOLOGIA ENSINO GEOGRAFIA 3º ANO - PROFª ANDRÉIA
METODOLOGIA ENSINO GEOGRAFIA
ALUNA: Luciandréa Camargo – 3° N.A
FAZER UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS DOIS EXEMPLOS SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA(POSSIBILIDADES, MELHORIAS...)
“...A globalização é um totalitarismo, são os ricos que
governam e os pobres vivem como pode...”
José Saramago
Não podemos negar que a globalização faz esta interligação entre os países, porém fica muito aquém de seu principal propósito, a mesma deixa mais claro as diferenças sociais existentes. Realmente temos hoje uma economia mais competitiva, acompanhamos grandes desenvolvimentos tecnológicos, os preços apresentam-se um pouco mais acessíveis com uma inflação mais amena, porém os grandes beneficiários são claros: as grandes potências econômicas.
Em meio a isso percebe-se uma educação que torna-se “mercadoria”, onde quem tem dinheiro paga pela mesma, porém paga por uma formação para atuar no mercado de trabalho, o pensamento crítico, o intelectualismo não fazem parte do “pacote”. Sofremos a influência direta desse sistema capitalista, as pessoas hoje se mostram cada vez mais competitivas, individualistas, ou nos “formatamos” ou somos excluídos, com isso questões e conceitos sobre cidadania, qualidade, conhecimento, competência ficam cada vez mais difíceis de serem abordadas, trabalhadas em sala de aula e presenciadas no cotidiano.
Carecemos de uma educação de qualidade que promova a cidadania superando as desigualdades, lembrando que educação não é somente responsabilidade do governo, somos nós, professores, pais e alunos que a construímos. A evolução faz parte do ser humano, precisamos evoluir, precisamos de novas tecnologias, mas que os menos favorecidos possam usufruir das mesmas, e não apenas em um curso profissionalizante se preparar para produzi-la para as pessoas mais abastadas e “pensantes”.
ALUNA: Luciandréa Camargo – 3° N.A
FAZER UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS DOIS EXEMPLOS SOBRE A REALIDADE BRASILEIRA(POSSIBILIDADES, MELHORIAS...)
“...A globalização é um totalitarismo, são os ricos que
governam e os pobres vivem como pode...”
José Saramago
Não podemos negar que a globalização faz esta interligação entre os países, porém fica muito aquém de seu principal propósito, a mesma deixa mais claro as diferenças sociais existentes. Realmente temos hoje uma economia mais competitiva, acompanhamos grandes desenvolvimentos tecnológicos, os preços apresentam-se um pouco mais acessíveis com uma inflação mais amena, porém os grandes beneficiários são claros: as grandes potências econômicas.
Em meio a isso percebe-se uma educação que torna-se “mercadoria”, onde quem tem dinheiro paga pela mesma, porém paga por uma formação para atuar no mercado de trabalho, o pensamento crítico, o intelectualismo não fazem parte do “pacote”. Sofremos a influência direta desse sistema capitalista, as pessoas hoje se mostram cada vez mais competitivas, individualistas, ou nos “formatamos” ou somos excluídos, com isso questões e conceitos sobre cidadania, qualidade, conhecimento, competência ficam cada vez mais difíceis de serem abordadas, trabalhadas em sala de aula e presenciadas no cotidiano.
Carecemos de uma educação de qualidade que promova a cidadania superando as desigualdades, lembrando que educação não é somente responsabilidade do governo, somos nós, professores, pais e alunos que a construímos. A evolução faz parte do ser humano, precisamos evoluir, precisamos de novas tecnologias, mas que os menos favorecidos possam usufruir das mesmas, e não apenas em um curso profissionalizante se preparar para produzi-la para as pessoas mais abastadas e “pensantes”.
ARTIGO - EDUCAÇÃO INFANTIL – CUIDAR E/OU EDUCAR?
RESUMO
Trabalhar com crianças pequenas não é tarefa fácil, deve-se ter como princípio, conhecer seus interesses e necessidades, afinal é a Educação Infantil, o ponto de partida para a entrada da criança numa vida social mais ampla que o ambiente familiar, encerrando seu caráter apenas assistencialista , de cuidados e higiene, que a Educação Infantil carregou durante muito anos. De acordo com as novas diretrizes o cuidar e educar devem caminhar juntos, o professor ao cuidar também educa e vice versa, por isso faz-se necessário uma equipe de profissionais bem preparada e uma tríade parceria entre pais, educadores e crianças com um objetivo comum, ou seja, promover o desenvolvimento por completo da criança de 0 a 6 anos, preparando-a para atuar na sociedade, logo, transformá-la.
PALAVRAS-CHAVE: Cuidar, Educar, Educação Infantil.
1 – INTRODUÇÃO
Ao final do século XVII com a “descoberta” da infância, surgiu também, a preocupação com a Educação Infantil. Do ano de 1920 até a Constituição de 1988 os estabelecimentos dedicados ao cuidar das crianças apresentavam um caráter somente filantrópico. A partir desta os pequenos passam a ser reconhecidos como cidadãos de direitos e necessidades específicas. Encontrando nesses novos ambientes de Educação Infantil não somente o cuidado, mas também a oferta de desenvolvimento, socialização, e aprendizagem, tudo de forma lúdica.
Ao se levantar questionamentos referentes a Educação Infantil, precisamos discutir sobre vários ângulos e pontos de vista, precisamos discutir sobre políticas públicas, orçamentos, plano de carreira e formação profissional. O presente artigo aborda tais questões e nos remete ao real papel da Educação Infantil nos dias atuais.
2 – DESENVOLVIMENTO
É através da LDB 9394/96 que as Instituições se comprometem pelo menos, em teoria, a desenvolver a criança em todos os seus aspectos, sendo eles, emocionais, físicos, afetivos, cognitivos e sociais, respeitando o ritmo e particularidades das crianças.
Na atualidade faz-se necessário adequar uma proposta que considere ambos os aspectos: educar e cuidar.
“...o cuidar e educar são complementares e indissociáveis na Educação Infantil, mas muitas vezes o cuidar se volta somente para os cuidados primários...”(Bujes in Reis, 2010, p.3)
O cuidar não deve ser somente higiene e alimentação, mas sim um cuidar direcionado para a promoção do desenvolvimento completo da criança, cuidar este desde a escolha dos profissionais para atuar nas escolas, cuidar para a promoção da constante atualização e formação de docentes, cuidar para não acabar por formar pessoas submissas, que aceitam tudo sem questionamentos, educar sabendo respeitar esta etapa tão importante de desenvolvimento da criança, uma vez que, as crianças se desenvolvem naturalmente, através das interações, desenvolvimento este em todos os aspectos, sendo na aquisição de conhecimentos uma produção através de trocas, experiencias vividas entre criança/criança, criança/adulto, logo criança e mundo.
“...Em nenhuma outra fase da vida as crianças se desenvolvem tão rapidamente quanto até os três anos de idade. Daí a importância de entender como cada atividade ou brincadeira ensina...” (Moço, 2010, p.2).
Sendo assim, o professor de Educação Infantil possui uma grande responsabilidade em suas mãos, a de proporcionar experiencias para que as crianças possam desenvolver uma aprendizagem significativa, sendo para isso necessário estipular e direcionar objetivos pré-estabelecidos, não se esquecendo da realidade vivida pelo indivíduo.
Segundo Beatriz in Moço (2010, p.2), não se trata, portanto de escolarizar as crianças tão cedo, mas sim de apoiá-las em seu desenvolvimento.
Entende-se que a Educação Infantil apresenta como função o cuidar e educar e não o de alfabetizar precocemente, o professor educador que o faz, acaba por podar o desenvolvimento natural que corresponde a cada faixa etária, podendo acarretar complicações futuras.
Dentro do contexto cuidar e educar percebe-se a importância desta etapa no desenvolvimento da criança.
“...A criança aprende a falar na interação com os adultos e com as crianças mais desenvolvidas que estão presentes em seu cotidiano, em grupos de brincadeiras, de amigos e também nas creches, pré-escolas e escolas. Essas interações são muito importantes para a criança aprender a falar, a se comunicar e a imaginar...” (Lopes, 2005, p.1)
Percebe-se que a criança desenvolve sua fala num primeiro momento involuntariamente, aos poucos ela começa a balbuciar, aos poucos forma estruturas sonoras, assim o contato com crianças da mesma idade, por exemplo, na Educação Infantil é fundamental para a expansão de seu vocabulário.
Lopes, 2005, p.01, destaca que as atividades físicas e práticas como as atividades com a linguagem são importantes no desenvolvimento das crianças, por isso muitas escolas devem estimular as crianças a participar de apresentações e peças teatrais para que por meio da fala e gestos possam se expressar.
Segundo Lopes, 2005, p.01, é vital a importância e enfase nesta etapa usar de jogos simbólicos, de faz de conta e dramatizações, pois promovem o desenvolvimento por completo da criança, desenvolvendo sua auto confiança, ofertando-lhe ferramentas para expressar-se física e verbalmente e a conviver com todos a sua volta.
3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje com o respaldo de profissionais da sociologia, antropologia e da psicologia trabalhamos com a concepção de criança sócio-histórica e cultural, ainda percebe-se divergências entre teoria e prática quando nos propomos a refletir sobre a real função da Educação Infantil.
Faz-se necessário esta compreensão que a Educação Infantil é primordial para o desenvolvimento da criança, desde o desenvolvimento de sua linguagem, sua inserção na sociedade e na sua preparação de mundo, compreensão essa principalmente dos profissionais envolvidos na área da educação,para que possibilitem assim uma aprendizagem significativa e de qualidade, sem dissociar o cuidar e educar.
4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REIS, S.N. Escolarização e Educação Infantil: Impasses e Perspectivas na atuação das Educadoras.
LOPES, Karina Rizek. Coleção Proinfantil. Módulo II. Livro de estudo, Brasília, 2005.
MOÇO, Anderson. Quanta coisa eles aprendem – abril 2010.
Trabalhar com crianças pequenas não é tarefa fácil, deve-se ter como princípio, conhecer seus interesses e necessidades, afinal é a Educação Infantil, o ponto de partida para a entrada da criança numa vida social mais ampla que o ambiente familiar, encerrando seu caráter apenas assistencialista , de cuidados e higiene, que a Educação Infantil carregou durante muito anos. De acordo com as novas diretrizes o cuidar e educar devem caminhar juntos, o professor ao cuidar também educa e vice versa, por isso faz-se necessário uma equipe de profissionais bem preparada e uma tríade parceria entre pais, educadores e crianças com um objetivo comum, ou seja, promover o desenvolvimento por completo da criança de 0 a 6 anos, preparando-a para atuar na sociedade, logo, transformá-la.
PALAVRAS-CHAVE: Cuidar, Educar, Educação Infantil.
1 – INTRODUÇÃO
Ao final do século XVII com a “descoberta” da infância, surgiu também, a preocupação com a Educação Infantil. Do ano de 1920 até a Constituição de 1988 os estabelecimentos dedicados ao cuidar das crianças apresentavam um caráter somente filantrópico. A partir desta os pequenos passam a ser reconhecidos como cidadãos de direitos e necessidades específicas. Encontrando nesses novos ambientes de Educação Infantil não somente o cuidado, mas também a oferta de desenvolvimento, socialização, e aprendizagem, tudo de forma lúdica.
Ao se levantar questionamentos referentes a Educação Infantil, precisamos discutir sobre vários ângulos e pontos de vista, precisamos discutir sobre políticas públicas, orçamentos, plano de carreira e formação profissional. O presente artigo aborda tais questões e nos remete ao real papel da Educação Infantil nos dias atuais.
2 – DESENVOLVIMENTO
É através da LDB 9394/96 que as Instituições se comprometem pelo menos, em teoria, a desenvolver a criança em todos os seus aspectos, sendo eles, emocionais, físicos, afetivos, cognitivos e sociais, respeitando o ritmo e particularidades das crianças.
Na atualidade faz-se necessário adequar uma proposta que considere ambos os aspectos: educar e cuidar.
“...o cuidar e educar são complementares e indissociáveis na Educação Infantil, mas muitas vezes o cuidar se volta somente para os cuidados primários...”(Bujes in Reis, 2010, p.3)
O cuidar não deve ser somente higiene e alimentação, mas sim um cuidar direcionado para a promoção do desenvolvimento completo da criança, cuidar este desde a escolha dos profissionais para atuar nas escolas, cuidar para a promoção da constante atualização e formação de docentes, cuidar para não acabar por formar pessoas submissas, que aceitam tudo sem questionamentos, educar sabendo respeitar esta etapa tão importante de desenvolvimento da criança, uma vez que, as crianças se desenvolvem naturalmente, através das interações, desenvolvimento este em todos os aspectos, sendo na aquisição de conhecimentos uma produção através de trocas, experiencias vividas entre criança/criança, criança/adulto, logo criança e mundo.
“...Em nenhuma outra fase da vida as crianças se desenvolvem tão rapidamente quanto até os três anos de idade. Daí a importância de entender como cada atividade ou brincadeira ensina...” (Moço, 2010, p.2).
Sendo assim, o professor de Educação Infantil possui uma grande responsabilidade em suas mãos, a de proporcionar experiencias para que as crianças possam desenvolver uma aprendizagem significativa, sendo para isso necessário estipular e direcionar objetivos pré-estabelecidos, não se esquecendo da realidade vivida pelo indivíduo.
Segundo Beatriz in Moço (2010, p.2), não se trata, portanto de escolarizar as crianças tão cedo, mas sim de apoiá-las em seu desenvolvimento.
Entende-se que a Educação Infantil apresenta como função o cuidar e educar e não o de alfabetizar precocemente, o professor educador que o faz, acaba por podar o desenvolvimento natural que corresponde a cada faixa etária, podendo acarretar complicações futuras.
Dentro do contexto cuidar e educar percebe-se a importância desta etapa no desenvolvimento da criança.
“...A criança aprende a falar na interação com os adultos e com as crianças mais desenvolvidas que estão presentes em seu cotidiano, em grupos de brincadeiras, de amigos e também nas creches, pré-escolas e escolas. Essas interações são muito importantes para a criança aprender a falar, a se comunicar e a imaginar...” (Lopes, 2005, p.1)
Percebe-se que a criança desenvolve sua fala num primeiro momento involuntariamente, aos poucos ela começa a balbuciar, aos poucos forma estruturas sonoras, assim o contato com crianças da mesma idade, por exemplo, na Educação Infantil é fundamental para a expansão de seu vocabulário.
Lopes, 2005, p.01, destaca que as atividades físicas e práticas como as atividades com a linguagem são importantes no desenvolvimento das crianças, por isso muitas escolas devem estimular as crianças a participar de apresentações e peças teatrais para que por meio da fala e gestos possam se expressar.
Segundo Lopes, 2005, p.01, é vital a importância e enfase nesta etapa usar de jogos simbólicos, de faz de conta e dramatizações, pois promovem o desenvolvimento por completo da criança, desenvolvendo sua auto confiança, ofertando-lhe ferramentas para expressar-se física e verbalmente e a conviver com todos a sua volta.
3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje com o respaldo de profissionais da sociologia, antropologia e da psicologia trabalhamos com a concepção de criança sócio-histórica e cultural, ainda percebe-se divergências entre teoria e prática quando nos propomos a refletir sobre a real função da Educação Infantil.
Faz-se necessário esta compreensão que a Educação Infantil é primordial para o desenvolvimento da criança, desde o desenvolvimento de sua linguagem, sua inserção na sociedade e na sua preparação de mundo, compreensão essa principalmente dos profissionais envolvidos na área da educação,para que possibilitem assim uma aprendizagem significativa e de qualidade, sem dissociar o cuidar e educar.
4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REIS, S.N. Escolarização e Educação Infantil: Impasses e Perspectivas na atuação das Educadoras.
LOPES, Karina Rizek. Coleção Proinfantil. Módulo II. Livro de estudo, Brasília, 2005.
MOÇO, Anderson. Quanta coisa eles aprendem – abril 2010.
Síntese: Avaliação da aprendizagem: visão geral (Cipriano Carlos Luckesi)
Aluna: Jaqueline E. Carneiro – Nº 16, Luciandréa Camargo – Nº 21, Eveli – Nº 14, Luciana Sonis – Nº 20
A grande questão é a diferenciação entre examinação e avaliação nos dias atuais, ou seja, qual a postura que adotamos e qual seria a desejável, “de forma mais pontual, a partir de desempenho final, de modo classificatório, seletivo e autoritário ou não pontual, a partir de desempenhos provisórios, diagnóstica, inclusiva e democrática.”
Herança de culturas: psicológica, histórica e histórico social, tais heranças nos prendem a examinação, uma vez que sofremos com a examinação e inconscientemente passamos adiante, vindo de longa data (inicio seculo XVIII - Didática Magna) e por ultimo vivemos numa sociedade seletiva herdada pelos burgueses, onde teoria diverge da prática, “...poucos que tem muito e muitos que nada tem...”.
É constante a preocupação dos professores em relação ao tema: Avaliação/examinação, porém essa mudança não depende somente dos professores, mas sim de autoridades políticas que a fundo nada se importam com a educação. Preocupação esta desde formação contínua, melhores salários, investimentos em mobiliários e materiais de ensino, logo caberá ao professor apenas preocupar-se com o ensino aprendizagem dos alunos.
Para uma correta avaliação se faz necessário um correto posicionamento do projeto pedagógico, postura adequada do professor frente a seres humanos, estes que se modificam, não estão prontos mas sim em constante construção. E correta utilização dos instrumentos avaliativos, provas, redações, questionários podem e devem ser utilizados, porém que sirva de coleta de dados para diagnosticar as dificuldades da aprendizagem, se a dificuldade esta no aluno ou no professor/método.
De acordo com as experiências de Cipriano a respeito de avaliação, o mesmo acredita que ela deva ser contínua, utilizando-se de vários recursos e metodologias para atingir seus objetivos, sendo que na medida que o aluno atinge os objetivos desejados as atividades se tornam mais complexas, transformando a mentalidade do aluno no sentido de que não somente se busque notas mas sim uma satisfatória aprendizagem.
Educador e educando dentro do ambiente escolar precisam desenvolver a auto-avaliação/ auto-crítica, “buscando da melhor compreensão e da melhor apropriação de conhecimentos e das habilidades necessárias com as quais estão trabalhando”.
Na questão quanto a conciliação de avaliação e os grandes sistemas de avaliação (ENC, Provão, ENEM), Cipriano deixa claro que “...os exames são úteis para as situações seletivas (concursos), mas não para o processo de aprendizagem...”, tanto o ENC, o Provão e o ENEM não se preocupam com a aprendizagem do aluno, tais testes visam somente números para que se subsidiem e se negociem maiores verbas com interesses governamentais. Vale ressaltar, as instituições de ensino não devem banir a preparação para tais exames, afinal vivemos numa sociedade capitalista, porém conforme sugere Cipriano pode-se criar dias específicos, para se propiciar os “simulados” àqueles que o desejarem.
A grande questão é a diferenciação entre examinação e avaliação nos dias atuais, ou seja, qual a postura que adotamos e qual seria a desejável, “de forma mais pontual, a partir de desempenho final, de modo classificatório, seletivo e autoritário ou não pontual, a partir de desempenhos provisórios, diagnóstica, inclusiva e democrática.”
Herança de culturas: psicológica, histórica e histórico social, tais heranças nos prendem a examinação, uma vez que sofremos com a examinação e inconscientemente passamos adiante, vindo de longa data (inicio seculo XVIII - Didática Magna) e por ultimo vivemos numa sociedade seletiva herdada pelos burgueses, onde teoria diverge da prática, “...poucos que tem muito e muitos que nada tem...”.
É constante a preocupação dos professores em relação ao tema: Avaliação/examinação, porém essa mudança não depende somente dos professores, mas sim de autoridades políticas que a fundo nada se importam com a educação. Preocupação esta desde formação contínua, melhores salários, investimentos em mobiliários e materiais de ensino, logo caberá ao professor apenas preocupar-se com o ensino aprendizagem dos alunos.
Para uma correta avaliação se faz necessário um correto posicionamento do projeto pedagógico, postura adequada do professor frente a seres humanos, estes que se modificam, não estão prontos mas sim em constante construção. E correta utilização dos instrumentos avaliativos, provas, redações, questionários podem e devem ser utilizados, porém que sirva de coleta de dados para diagnosticar as dificuldades da aprendizagem, se a dificuldade esta no aluno ou no professor/método.
De acordo com as experiências de Cipriano a respeito de avaliação, o mesmo acredita que ela deva ser contínua, utilizando-se de vários recursos e metodologias para atingir seus objetivos, sendo que na medida que o aluno atinge os objetivos desejados as atividades se tornam mais complexas, transformando a mentalidade do aluno no sentido de que não somente se busque notas mas sim uma satisfatória aprendizagem.
Educador e educando dentro do ambiente escolar precisam desenvolver a auto-avaliação/ auto-crítica, “buscando da melhor compreensão e da melhor apropriação de conhecimentos e das habilidades necessárias com as quais estão trabalhando”.
Na questão quanto a conciliação de avaliação e os grandes sistemas de avaliação (ENC, Provão, ENEM), Cipriano deixa claro que “...os exames são úteis para as situações seletivas (concursos), mas não para o processo de aprendizagem...”, tanto o ENC, o Provão e o ENEM não se preocupam com a aprendizagem do aluno, tais testes visam somente números para que se subsidiem e se negociem maiores verbas com interesses governamentais. Vale ressaltar, as instituições de ensino não devem banir a preparação para tais exames, afinal vivemos numa sociedade capitalista, porém conforme sugere Cipriano pode-se criar dias específicos, para se propiciar os “simulados” àqueles que o desejarem.
REFLEXÃO CRÍTICA DO POEMA: Perguntas de um trabalhador que lê (Bertold Brecht)
Quando olhamos uma bela casa construída, pensamos e parabenizamos o pedreiro ou o engenheiro que assinou a planta? Qual a diferença de um para o outro? Afinal ambos possuem o mesmo conhecimento!? A diferença esta no “canudo” que o engenheiro possui! É por possuir mais conhecimento (Faculdade) que ele, e tão somente a ele é atribuído todo o mérito de uma bela construção, e o pedreiro? Segue tranquilo sua caminhada, nada questiona, afinal tal atividade lhe rendeu o “pão nosso de cada dia” e as coisa sempre foram assim mesmo!
“...tantas histórias, tantas questões...”, grandes homens e seus grandes feitos foram repassados durante muito tempo pela nossa história, verdade esta inquestionável por professores e decoradas por nós alunos. Ninguém nos ensinou a pensar, logo jamais questionamos, apenas decoramos, apenas aceitamos.
O reflexo desse novo ensino de história, a qual respeita e insere o homem no contexto, desde a educação infantil, passando pelas séries iniciais e sendo um processo continuado pela vida do educando afora com certeza dará novos rumos a história que estamos construindo hoje.
Faz-se necessário nos dias atuais o entendimento de que somos participantes no processo, providos do conhecimento necessário para que possamos sair da condição de oprimido e possamos passar a condição de dirigentes, cargos importantes, carreiras promissoras, que possamos ditar as regras e não tão somente cumpri-las.
“...tantas histórias, tantas questões...”, grandes homens e seus grandes feitos foram repassados durante muito tempo pela nossa história, verdade esta inquestionável por professores e decoradas por nós alunos. Ninguém nos ensinou a pensar, logo jamais questionamos, apenas decoramos, apenas aceitamos.
O reflexo desse novo ensino de história, a qual respeita e insere o homem no contexto, desde a educação infantil, passando pelas séries iniciais e sendo um processo continuado pela vida do educando afora com certeza dará novos rumos a história que estamos construindo hoje.
Faz-se necessário nos dias atuais o entendimento de que somos participantes no processo, providos do conhecimento necessário para que possamos sair da condição de oprimido e possamos passar a condição de dirigentes, cargos importantes, carreiras promissoras, que possamos ditar as regras e não tão somente cumpri-las.
SUJEITO HISTÓRICO - SOLICITAÇÃO SÍNTESE - 2º ANO
Síntese: O Sujeito Histórico
A aprendizagem de história resulta dos conhecimentos específicos e do estabelecimento das relações deste conhecimento com a realidade a qual o aluno esta inserido,
Nos dias atuais a história tradicional deixou de ser o único modelo de ensino.
Entendendo por sujeito histórico todos os homens inseridos dentro de um determinado contexto e período, desde figuras heroicas até gente simples.
Essas novas abordagens do ensino da histórica surgem com a Escola de Annales, da ideia de que se deve privilegiar o estudo das massas e não somente das personalidades conhecidas, interessante é que se discuta os “bastidores” de tais eventos.
No Brasil essa nova abordagem se inicia durante as décadas de 1970 e 1980.
Durante muito tempo mistificou-se homens, passando para a sociedade um sentimento de impossibilidade por parte da população. Esta nova visão do ensino de história vem para reverter isso, inserindo o homem no contexto da história, considerando-o como sujeito histórico, participante e ativo na sociedade.
A enfase é dada no sentido de que tais “heróis” não estavam sozinhos em seu feitos, e de que o ideal sempre era coletivo, desenvolvendo nos alunos a percepção de que são pessoas socialmente ativas no processo, e que desta atuação no seu cotidiano resultará feitos que serão estudados no futuro quem sabe.
Observa-se que desde a História do Brasil até a História geral o professor consegue trabalhar o sujeito histórico com seus alunos, alunos estes desde as séries iniciais, no 1º ciclo abordará o sujeito na sua comunidade/grupo social, já no 2º ciclo abordará o sujeito histórico em outras comunidades antigas/contemporâneas.
A partir da compreensão dos alunos que fazem parte da história, os mesmos tornam-se mais participantes, pois criam sua identidade, onde o aluno deixa a “decoreba” para pensar e pensar-se na história.
Possibilitar ao aluno a compreensão da verdadeira história fornece-lhe ferramentas importantes para que o mesmo se liberte da dominação imposta pela sociedade.
A aprendizagem de história resulta dos conhecimentos específicos e do estabelecimento das relações deste conhecimento com a realidade a qual o aluno esta inserido,
Nos dias atuais a história tradicional deixou de ser o único modelo de ensino.
Entendendo por sujeito histórico todos os homens inseridos dentro de um determinado contexto e período, desde figuras heroicas até gente simples.
Essas novas abordagens do ensino da histórica surgem com a Escola de Annales, da ideia de que se deve privilegiar o estudo das massas e não somente das personalidades conhecidas, interessante é que se discuta os “bastidores” de tais eventos.
No Brasil essa nova abordagem se inicia durante as décadas de 1970 e 1980.
Durante muito tempo mistificou-se homens, passando para a sociedade um sentimento de impossibilidade por parte da população. Esta nova visão do ensino de história vem para reverter isso, inserindo o homem no contexto da história, considerando-o como sujeito histórico, participante e ativo na sociedade.
A enfase é dada no sentido de que tais “heróis” não estavam sozinhos em seu feitos, e de que o ideal sempre era coletivo, desenvolvendo nos alunos a percepção de que são pessoas socialmente ativas no processo, e que desta atuação no seu cotidiano resultará feitos que serão estudados no futuro quem sabe.
Observa-se que desde a História do Brasil até a História geral o professor consegue trabalhar o sujeito histórico com seus alunos, alunos estes desde as séries iniciais, no 1º ciclo abordará o sujeito na sua comunidade/grupo social, já no 2º ciclo abordará o sujeito histórico em outras comunidades antigas/contemporâneas.
A partir da compreensão dos alunos que fazem parte da história, os mesmos tornam-se mais participantes, pois criam sua identidade, onde o aluno deixa a “decoreba” para pensar e pensar-se na história.
Possibilitar ao aluno a compreensão da verdadeira história fornece-lhe ferramentas importantes para que o mesmo se liberte da dominação imposta pela sociedade.
domingo, 14 de novembro de 2010
Este foi meu artigo que desenvolvi para minha pós graduação em Ed. Especial
CLASSE ESPECIAL:INCLUSÃO OU EXCLUSÃO
Luciandréa Camargo
Professor Orientador Nilson Corrêa
Faculdade Dom Bosco
Educação Especial, Inclusão e Libras – Especialização Latu Senso
26/09/2010
RESUMO
Frente a tantas questões educacionais referentes à educação especial, observa-se uma polêmica discussão sobre ser ou não, a classe especial, um veículo de exclusão total mesmo inconsciente ou consciente através das relações com o mundo para se aprender dentro de uma escola regular. Para tanto, a classe especial funciona como uma ponte, a qual direciona o aluno especial para o ensino regular, possibilitando-o um progresso social, acadêmico. As dificuldades encontradas pelos alunos do Ensino Regular são visíveis pelo medo da convivência ou de serem igualados a eles constantemente mas isso deve ser deixado de lado. Os preconceitos e atitudes nada educacionais em relação ao aluno com deficiência devem deixar de existir para que haja uma perfeita socialização entre todos da comunidade escolar, interagindo nessa união haverá realmente a inclusão escolar, resultando o acesso a uma vida digna para todos.
Palavras Chave: Polêmica; Ponte; Possibilita.
1 INTRODUÇÃO
Através do sistema educacional vigente percebe-se a necessidade de refletir as questões que envolvem a Educação Especial.
Esta afirmação não é desconhecida dos indivíduos inseridos num contexto histórico e social, que todo instante, inconsciente ou consciente, através das suas relações com o mundo, sofrem os benefícios e prejuízos desse sistema.
Diante disso, principalmente no que concerne a Classe Especial, deve-se refletir sobre o seu papel na sociedade, pois sente-se a fragilidade verbal, escrita e sobretudo social que as crianças especiais enfrentam.
Inclusão não consiste simplesmente em colocar um aluno na sala de aula. Para incluí-lo, é necessário uma parceria entre educadores, profissionais da área e pais, para que se possa recoloca-lo no convívio escolar.
Todo processo de inclusão caracteriza-se por romper estruturas socialmente já estabelecidas e apresentar idéias novas sob as formas distintas. A preocupação com a classe especial em ser ou não inclusiva.
O processo de inclusão busca adaptação dos serviços prestados, buscando atender às necessidades especiais em seus cidadãos. Muitas pessoas quando colocadas frente a esses cidadãos, sentem-se apreensivas e não conseguem estabelecer relações sociais normais.
Por isso busca-se uma educação de qualidade para todos a fim de evitar rótulos, preconceitos e mecanismos de exclusão de alunos que por diversas razões, contrariam as expectativas do sistema educacional escolar e acabam discriminados em situações de desvantagens.
Nesse contexto encontramos a Classe Especial que tem como função primordial facilitar e sustentar a inclusão do educando capacitando-o para a classe regular.
Como parte integrante desse processo e contribuição essencial para determinação de seus rumos.
2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Ao fazermos uma retrospectiva da história do homem, enquanto sujeito social, verificamos que suas formas de pensar e agir, estão diretamente ligados as formas de produção econômica que tem determinado o modelo de homem considerado ideal em cada época, bem como tem inspirado as práticas sociais de aceitação e exclusão daqueles considerados como pouco produtivos.
A questão da deficiência só será compreendida se inserida no aspecto do processo histórico de como a sociedade foi possibilitando ou não aos indivíduos terem atendidos as suas necessidades básicas e por decorrência, construir sua existência com dignidade e qualidade.
A história dos deficientes é tão longa, quando a história do homem, a evolução histórica da humanidade defrontou-se, primeiro com a etapa do extermínio, na qual a pessoa com deficiência não tinha direito à vida.
Esses indivíduos eram tidos como “castigos” devendo, portanto a ser banidos da sociedade com a morte.
Mais tarde a deficiência passou a ótica filantrópica, na qual as pessoas com deficiência eram tidas como eternas crianças, como doentes, inválidos e incapazes.
Nessa fase, as pessoas com deficiência eram segregadas do convívio social, tratadas com sentimentos de lástimas e pena preponderando ações puramente assistenciais e paternalista, oferecidas em instituições especializadas e específicas para determinados grupos de pessoas com deficiência.
Na atualidade, temos nos defrontados com novos paradigmas que estão mudando as representações sociais em torno das pessoas com deficiência e evidenciando que elas podem ser participativas e capazes, desde que sejam propiciadas às condições, o respeito e a valorização de suas diferenças e lhes sejam oferecidas oportunidades.
Para tanto, a proposta de sociedade inclusiva contém, implícita, a idéia de mobilização dos diversos segmentos sociais na busca do bem estar de todos. São necessárias transformações intrínsecas quebrando-se as barreiras cristalizadas em torno dos grupos estigmatizados e excluídos, tornando-se sujeito de sua própria história.
3 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS CLASSES ESPECIAIS
A organização das classes especiais fundamentam-se na LDBEN, nas diretrizes curriculares nacionais para a Educação Básica, bem como nos referenciais e parâmetros curriculares nacionais, para atendimento, em caráter transitório, o aluno que apresente dificuldades acentuadas de aprendizagem ou condições de comunicação e sinalização diferenciadas aos demais alunos e demanda ajuda e apoio intensos e contínuos. Os alunos atendidos em classe especiais devem ter assegurados:
- Professores especializados específicos;
- Organização de classes por necessidades educacionais especiais apresentadas,
sem agrupar alunos com diferentes tipos de deficiência;
_ Equipamentos e materiais específicos;
- Adaptações de acesso ao currículo e adaptações nos elementos curriculares;
- Atividade da vida autônoma e social no turno inverso, quando necessário;
É uma sala de aula, em escola de ensino regular, em espaço físico e modulação adequada.
Utiliza métodos, técnicas, procedimentos didáticos e recursos pedagógicos especializados e, quando necessário, equipamentos e materiais didáticos específicos, conforme série/ciclo/etapa da educação básica, para que o aluno tenha acesso ao currículo da base nacional comum.
A classe especial pode ser organizada para atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos cegos, alunos surdos, alunos que apresentam condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos e de alunos que apresentam casos graves de deficiência mental ou múltipla.
Pode ser utilizada principalmente nas localidades onde há oferta de escolas; quando se detectar nesses alunos, grande defasagem idade/série quando faltarem, ao aluno experiências escolares anteriores, dificultando o desenvolvimento do currículo em classe comum.
Não se deve compor uma Classe Especial com alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, não vinculados a uma causa orgânica específica, tampouco se deve agrupar alunos com necessidades especiais relacionadas a diferentes deficiências.
Assim sendo, não se recomenda colocar, numa mesma classe especial, alunos cegos e surdos por exemplo. Para esses dois grupos de alunos em particular recomenda-se o atendimento educacional em classe especial durante o processo de alfabetização, quando não forem beneficiados com a educação infantil.
As Classes Especiais devem estar instaladas em locais que evitem o isolamento ou a discriminação do atendimento.
O equipamento e o mobiliário a serem adotados nas classes especiais deverão ser os mesmos da escola comum. O mobiliário deverá ser de fácil limpeza, facilmente deslocável e de tamanho adequado à faixa etária dos educandos.
Para facilitar o processo de integração é importante conscientizar a equipe da escola comum (diretor, coordenador e demais técnicos) da natureza das necessidades dos deficiêntes intelectuais. O trabalho complementar com a família é imprescindível uma vez que a participação dos pais complementa. A ação educativa desenvolvida na escola.
A Classe Especial que funciona na escola comum, deve ter como objetivo a melhor adequação possível do ensino às necessidades e ao ritmo de aprendizagem do aluno, ao seu desenvolvimento às suas habilidades e aptidões, facilitando o trabalho dos professores de classe comum, principalmente daqueles que atuam em atividades recreativas e sociais.
O número de alunos deve variar de acordo com as condições dos educandos, não ultrapassar de 12 alunos em cada classe, respeitando-se as possibilidades locais.
Será adotado o currículo regular oficial, com as devidas adaptações e o processo ensino aprendizagem deverá ser baseado em avaliação/diagnóstico de natureza educacional.
O material escolar didático para as classes especiais deverá obedecer as especificações para cada nível ou tipo de ensino. Destina ao reforço e ao desenvolvimento das áreas, cognitivas, sensório motora, psíco motora e também atividades da vida diária, tais como recreação, trabalhos manuais, educação física, experiência criativa, competência social, entre outras atividades.
Segundo Mazotta, (1996, p.7)
“ o professor de educação especial nessa classe, deve desenvolver o currículo
com a flexibilidade necessária às condições do aluno e no turno inverso, quando
necessário, deve envolver outras atividades, tais como atividade de vida autônoma
e mobilidade (alunos com deficiência mental), orientação e mobilidade (alunos
cegos e surdo-cegos), desenvolvimento de linguagem:língua portuguesa e língua
brasileira de sinais( alunos surdos), atividades de informática, etc.”
Essa classe deverá configurar a etapa ou modalidade da educação básica em que o aluno se encontra, educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, promovendo avaliação contínua do seu desempenho, com a equipe escolar e pais, propiciando atividades conjuntas com os demais alunos das classes comuns.
É importante que a partir do desenvolvimento apresentado pelo aluno e das condições para o atendimento inclusivo, equipe pedagógica da escola e a família decidam conjuntamente com base em avaliação pedagógica, quando é o seu retorno à classe comum.
4 INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO
No sistema educacional brasileiro leva-se à uma linha de pensamento sobre o processo de integração que é a segregação inclusiva.
O que seria a segregação inclusiva? Seria a modalidade de ensino divulgada como etapa do processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais, a qual não atende o conceito de mediação, necessário para o desenvolvimento humano.
Segundo Vygotski, 1989,
“ a relação do homem com o mundo não se dá de uma forma direta, mas através
de uma relação mediada, onde se empregam ferramentas auxiliares como
elementos mediadores. Os instrumentos são elementos externos à pessoa, cuja
função é modificar a natureza como instrumentos psicológicos internalizados na
pessoa humana, fundamenta-se num contexto sócio-cultural, portanto o mediador
humano desempenha um papel preponderante no processo de desenvolvimento”.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Constata-se que embora os alunos da Classe Especial tenha participação nas atividades da escola, a interação necessária para que ocorra a mediação e como resultado o aprendizado tem um vasto campo a percorrer.
As dificuldades encontradas de uma Classe Especial são as mesmas de uma classe regular. Falta de material, de informação e até mesmo incompreensões são situações comuns em sala de aula.
Os professores apresentam dificuldades no início do trabalho, porém, com força de vontade e capacitação profissional, as limitações são superadas. As escolas fazem um trabalho de esclarecimento com professores, funcionários e alunos, a fim de que todos recebam bem os alunos diferentes.
No entanto, os pais continuam indiferentes a essa necessidade. Muitas escolas não tomaram consciência que a Classe Especial faz parte do ensino regular. Na realidade, ela é somente uma preparação dos alunos para o ingresso na classe comum.
As dificuldades encontradas pelos alunos do Ensino Regular são visíveis pelo medo da convivência ou de serem igualados a eles é constantemente presente. É difícil avaliar o quanto é importante ao aluno um dos menores progressos que seja o primeiro contato, o respeito, a amizade e o companheirismo.
Finalmente, faz-se necessário afirmar que por se tratar de um tema tão polêmico, os questionamentos levantados representam apenas a ponta do “iceberg”.
O tema é extremamente amplo e por certo, não se esgota. É preciso ressaltar, que provoca reflexões na importância do papel dos educadores buscando ampliação dos seus conhecimentos, principalmente quando se lida mais com a parte humana, excluída, muitas vezes da vida escolar.
Para que desta forma, os educadores e todos os demais envolvidos da sociedade, sejam eles de Projetos Populares ou de escolas formais, possam contribuir na reorganização da atual sociedade que pelos inúmeros avanços científicos e tecnológicos, carece que todos tenham acesso a uma vida digna e produtiva.
6 REFERÊNCIAS
CARVALHO, R. E. A nova LDB e a Educação Especial, Porto Alegre: Mediação, 1999.
MAZOTTA, M.T.S. Educação Especial no Brasil: História e Políticas Públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
VYGOTSKI, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
WERNECK, C.Um amigo diferente? Rio de Janeiro:WVA, 1996.
Luciandréa Camargo
Professor Orientador Nilson Corrêa
Faculdade Dom Bosco
Educação Especial, Inclusão e Libras – Especialização Latu Senso
26/09/2010
RESUMO
Frente a tantas questões educacionais referentes à educação especial, observa-se uma polêmica discussão sobre ser ou não, a classe especial, um veículo de exclusão total mesmo inconsciente ou consciente através das relações com o mundo para se aprender dentro de uma escola regular. Para tanto, a classe especial funciona como uma ponte, a qual direciona o aluno especial para o ensino regular, possibilitando-o um progresso social, acadêmico. As dificuldades encontradas pelos alunos do Ensino Regular são visíveis pelo medo da convivência ou de serem igualados a eles constantemente mas isso deve ser deixado de lado. Os preconceitos e atitudes nada educacionais em relação ao aluno com deficiência devem deixar de existir para que haja uma perfeita socialização entre todos da comunidade escolar, interagindo nessa união haverá realmente a inclusão escolar, resultando o acesso a uma vida digna para todos.
Palavras Chave: Polêmica; Ponte; Possibilita.
1 INTRODUÇÃO
Através do sistema educacional vigente percebe-se a necessidade de refletir as questões que envolvem a Educação Especial.
Esta afirmação não é desconhecida dos indivíduos inseridos num contexto histórico e social, que todo instante, inconsciente ou consciente, através das suas relações com o mundo, sofrem os benefícios e prejuízos desse sistema.
Diante disso, principalmente no que concerne a Classe Especial, deve-se refletir sobre o seu papel na sociedade, pois sente-se a fragilidade verbal, escrita e sobretudo social que as crianças especiais enfrentam.
Inclusão não consiste simplesmente em colocar um aluno na sala de aula. Para incluí-lo, é necessário uma parceria entre educadores, profissionais da área e pais, para que se possa recoloca-lo no convívio escolar.
Todo processo de inclusão caracteriza-se por romper estruturas socialmente já estabelecidas e apresentar idéias novas sob as formas distintas. A preocupação com a classe especial em ser ou não inclusiva.
O processo de inclusão busca adaptação dos serviços prestados, buscando atender às necessidades especiais em seus cidadãos. Muitas pessoas quando colocadas frente a esses cidadãos, sentem-se apreensivas e não conseguem estabelecer relações sociais normais.
Por isso busca-se uma educação de qualidade para todos a fim de evitar rótulos, preconceitos e mecanismos de exclusão de alunos que por diversas razões, contrariam as expectativas do sistema educacional escolar e acabam discriminados em situações de desvantagens.
Nesse contexto encontramos a Classe Especial que tem como função primordial facilitar e sustentar a inclusão do educando capacitando-o para a classe regular.
Como parte integrante desse processo e contribuição essencial para determinação de seus rumos.
2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Ao fazermos uma retrospectiva da história do homem, enquanto sujeito social, verificamos que suas formas de pensar e agir, estão diretamente ligados as formas de produção econômica que tem determinado o modelo de homem considerado ideal em cada época, bem como tem inspirado as práticas sociais de aceitação e exclusão daqueles considerados como pouco produtivos.
A questão da deficiência só será compreendida se inserida no aspecto do processo histórico de como a sociedade foi possibilitando ou não aos indivíduos terem atendidos as suas necessidades básicas e por decorrência, construir sua existência com dignidade e qualidade.
A história dos deficientes é tão longa, quando a história do homem, a evolução histórica da humanidade defrontou-se, primeiro com a etapa do extermínio, na qual a pessoa com deficiência não tinha direito à vida.
Esses indivíduos eram tidos como “castigos” devendo, portanto a ser banidos da sociedade com a morte.
Mais tarde a deficiência passou a ótica filantrópica, na qual as pessoas com deficiência eram tidas como eternas crianças, como doentes, inválidos e incapazes.
Nessa fase, as pessoas com deficiência eram segregadas do convívio social, tratadas com sentimentos de lástimas e pena preponderando ações puramente assistenciais e paternalista, oferecidas em instituições especializadas e específicas para determinados grupos de pessoas com deficiência.
Na atualidade, temos nos defrontados com novos paradigmas que estão mudando as representações sociais em torno das pessoas com deficiência e evidenciando que elas podem ser participativas e capazes, desde que sejam propiciadas às condições, o respeito e a valorização de suas diferenças e lhes sejam oferecidas oportunidades.
Para tanto, a proposta de sociedade inclusiva contém, implícita, a idéia de mobilização dos diversos segmentos sociais na busca do bem estar de todos. São necessárias transformações intrínsecas quebrando-se as barreiras cristalizadas em torno dos grupos estigmatizados e excluídos, tornando-se sujeito de sua própria história.
3 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS CLASSES ESPECIAIS
A organização das classes especiais fundamentam-se na LDBEN, nas diretrizes curriculares nacionais para a Educação Básica, bem como nos referenciais e parâmetros curriculares nacionais, para atendimento, em caráter transitório, o aluno que apresente dificuldades acentuadas de aprendizagem ou condições de comunicação e sinalização diferenciadas aos demais alunos e demanda ajuda e apoio intensos e contínuos. Os alunos atendidos em classe especiais devem ter assegurados:
- Professores especializados específicos;
- Organização de classes por necessidades educacionais especiais apresentadas,
sem agrupar alunos com diferentes tipos de deficiência;
_ Equipamentos e materiais específicos;
- Adaptações de acesso ao currículo e adaptações nos elementos curriculares;
- Atividade da vida autônoma e social no turno inverso, quando necessário;
É uma sala de aula, em escola de ensino regular, em espaço físico e modulação adequada.
Utiliza métodos, técnicas, procedimentos didáticos e recursos pedagógicos especializados e, quando necessário, equipamentos e materiais didáticos específicos, conforme série/ciclo/etapa da educação básica, para que o aluno tenha acesso ao currículo da base nacional comum.
A classe especial pode ser organizada para atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos cegos, alunos surdos, alunos que apresentam condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos e de alunos que apresentam casos graves de deficiência mental ou múltipla.
Pode ser utilizada principalmente nas localidades onde há oferta de escolas; quando se detectar nesses alunos, grande defasagem idade/série quando faltarem, ao aluno experiências escolares anteriores, dificultando o desenvolvimento do currículo em classe comum.
Não se deve compor uma Classe Especial com alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, não vinculados a uma causa orgânica específica, tampouco se deve agrupar alunos com necessidades especiais relacionadas a diferentes deficiências.
Assim sendo, não se recomenda colocar, numa mesma classe especial, alunos cegos e surdos por exemplo. Para esses dois grupos de alunos em particular recomenda-se o atendimento educacional em classe especial durante o processo de alfabetização, quando não forem beneficiados com a educação infantil.
As Classes Especiais devem estar instaladas em locais que evitem o isolamento ou a discriminação do atendimento.
O equipamento e o mobiliário a serem adotados nas classes especiais deverão ser os mesmos da escola comum. O mobiliário deverá ser de fácil limpeza, facilmente deslocável e de tamanho adequado à faixa etária dos educandos.
Para facilitar o processo de integração é importante conscientizar a equipe da escola comum (diretor, coordenador e demais técnicos) da natureza das necessidades dos deficiêntes intelectuais. O trabalho complementar com a família é imprescindível uma vez que a participação dos pais complementa. A ação educativa desenvolvida na escola.
A Classe Especial que funciona na escola comum, deve ter como objetivo a melhor adequação possível do ensino às necessidades e ao ritmo de aprendizagem do aluno, ao seu desenvolvimento às suas habilidades e aptidões, facilitando o trabalho dos professores de classe comum, principalmente daqueles que atuam em atividades recreativas e sociais.
O número de alunos deve variar de acordo com as condições dos educandos, não ultrapassar de 12 alunos em cada classe, respeitando-se as possibilidades locais.
Será adotado o currículo regular oficial, com as devidas adaptações e o processo ensino aprendizagem deverá ser baseado em avaliação/diagnóstico de natureza educacional.
O material escolar didático para as classes especiais deverá obedecer as especificações para cada nível ou tipo de ensino. Destina ao reforço e ao desenvolvimento das áreas, cognitivas, sensório motora, psíco motora e também atividades da vida diária, tais como recreação, trabalhos manuais, educação física, experiência criativa, competência social, entre outras atividades.
Segundo Mazotta, (1996, p.7)
“ o professor de educação especial nessa classe, deve desenvolver o currículo
com a flexibilidade necessária às condições do aluno e no turno inverso, quando
necessário, deve envolver outras atividades, tais como atividade de vida autônoma
e mobilidade (alunos com deficiência mental), orientação e mobilidade (alunos
cegos e surdo-cegos), desenvolvimento de linguagem:língua portuguesa e língua
brasileira de sinais( alunos surdos), atividades de informática, etc.”
Essa classe deverá configurar a etapa ou modalidade da educação básica em que o aluno se encontra, educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, promovendo avaliação contínua do seu desempenho, com a equipe escolar e pais, propiciando atividades conjuntas com os demais alunos das classes comuns.
É importante que a partir do desenvolvimento apresentado pelo aluno e das condições para o atendimento inclusivo, equipe pedagógica da escola e a família decidam conjuntamente com base em avaliação pedagógica, quando é o seu retorno à classe comum.
4 INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO
No sistema educacional brasileiro leva-se à uma linha de pensamento sobre o processo de integração que é a segregação inclusiva.
O que seria a segregação inclusiva? Seria a modalidade de ensino divulgada como etapa do processo de inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais, a qual não atende o conceito de mediação, necessário para o desenvolvimento humano.
Segundo Vygotski, 1989,
“ a relação do homem com o mundo não se dá de uma forma direta, mas através
de uma relação mediada, onde se empregam ferramentas auxiliares como
elementos mediadores. Os instrumentos são elementos externos à pessoa, cuja
função é modificar a natureza como instrumentos psicológicos internalizados na
pessoa humana, fundamenta-se num contexto sócio-cultural, portanto o mediador
humano desempenha um papel preponderante no processo de desenvolvimento”.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Constata-se que embora os alunos da Classe Especial tenha participação nas atividades da escola, a interação necessária para que ocorra a mediação e como resultado o aprendizado tem um vasto campo a percorrer.
As dificuldades encontradas de uma Classe Especial são as mesmas de uma classe regular. Falta de material, de informação e até mesmo incompreensões são situações comuns em sala de aula.
Os professores apresentam dificuldades no início do trabalho, porém, com força de vontade e capacitação profissional, as limitações são superadas. As escolas fazem um trabalho de esclarecimento com professores, funcionários e alunos, a fim de que todos recebam bem os alunos diferentes.
No entanto, os pais continuam indiferentes a essa necessidade. Muitas escolas não tomaram consciência que a Classe Especial faz parte do ensino regular. Na realidade, ela é somente uma preparação dos alunos para o ingresso na classe comum.
As dificuldades encontradas pelos alunos do Ensino Regular são visíveis pelo medo da convivência ou de serem igualados a eles é constantemente presente. É difícil avaliar o quanto é importante ao aluno um dos menores progressos que seja o primeiro contato, o respeito, a amizade e o companheirismo.
Finalmente, faz-se necessário afirmar que por se tratar de um tema tão polêmico, os questionamentos levantados representam apenas a ponta do “iceberg”.
O tema é extremamente amplo e por certo, não se esgota. É preciso ressaltar, que provoca reflexões na importância do papel dos educadores buscando ampliação dos seus conhecimentos, principalmente quando se lida mais com a parte humana, excluída, muitas vezes da vida escolar.
Para que desta forma, os educadores e todos os demais envolvidos da sociedade, sejam eles de Projetos Populares ou de escolas formais, possam contribuir na reorganização da atual sociedade que pelos inúmeros avanços científicos e tecnológicos, carece que todos tenham acesso a uma vida digna e produtiva.
6 REFERÊNCIAS
CARVALHO, R. E. A nova LDB e a Educação Especial, Porto Alegre: Mediação, 1999.
MAZOTTA, M.T.S. Educação Especial no Brasil: História e Políticas Públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
VYGOTSKI, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
WERNECK, C.Um amigo diferente? Rio de Janeiro:WVA, 1996.
Trabalho solicitado professora Edilayne - Fund. Psicol. Educação
Bullying: é preciso levar a sério ao primeiro sinal
Entre os tantos desafios já existentes na rotina escolar, está posto mais um. O bullying escolar - termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. "Ninguém sabe como agir", sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba. “As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa.
A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. "Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. Ele concorda que o bullying estimula a delinqüência e induz as outras formas de violência explícita.
Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema. A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e o adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos. Nesse manual, são apresentados os sintomas mais comuns de vítima desse tipo de agressão, algumas pistas de como identificar os agressores, conselhos para pais e professores sobre como prevenir esse tipo de situação e mostram-se, ainda, quais as conseqüências para os envolvidos.
Em parceria com a Universidade Maurício de Nassau, a organização do evento registrou as palestras e as discussões – o material se transformará num vídeo-documentário educativo que será exibido nas escolas da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco.
Revista Nova Escola – abril 2008
BULLING ESCOLAR – VIOLÊNCIA FÍSICA E/OU PSICOLÓGICA
Diante de uma sociedade de grandes avanços tecnológicos nos deparamos com novas ramificações de violência.
Infelizmente faz parte hoje da realidade de professores e equipe pedagógica, o “bulling escolar”, situação difícil para professores, para os pais e os próprios agressores e agredidos.
Entende-se que tal reflexo na escola não necessariamente se originou na mesma, apenas desencadeou-se de um processo que já vem ocorrendo anteriormente.
Faz-se necessário rever e repensar a origem deste mal retornando a primeira instituição, a família, é a partir dela que se inicia todo o processo, seja ele bom ou ruim e com conseqüências idênticas, ou seja, boas ou ruins.
Precisamos lutar diariamente para buscar um emprego ou manter o que possuímos, afinal é dele que se provem o sustento familiar, alimentamos, vestimos, porém, educamos? Transmitimos valores? A maior parte dos pais e responsáveis não encontram tempo para seus filhos, terceirizamos o educar de nossos filhos para creches, escolinhas, babas, avos e tias.
Pior do que não termos tempo de falar aos nossos filhos, precisamos atentar que somos o exemplo e as crianças aprendem o que vivenciam.
Criticamos as pessoas, somos hostis com nossos esposos, orientamos a criança ao telefone dizer que não estamos quando estamos em casa, fazemos comentários maldosos, se a fila na estrada esta longa, cortamos pelo acostamento, invejamos o carro novo do nosso vizinho, jogamos lixo no chão, poluímos, pagamos propina.
Se é na escola que se detecta o bulling, cabe a escola fazer a sua parte no processo do educar e buscar parcerias com os pais. Interessante é que se perceba que o termo “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço” não funciona.
Precisamos ser tolerantes, precisamos elogiar aceitar, partilhar, sermos sinceros, bondosos, nos colocarmos no lugar do outro, ou seja, praticarmos a ética. Somente assim teremos filhos, e conseqüentemente uma sociedade paciente, que aprecia o outro, que ama, que é generosa, sincera e justa. Uma sociedade capaz de entender o verdadeiro significado da palavra respeito e que possa aprender e entender que o mundo é um bom lugar para se viver.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Revista Nova Escola, abril 2008 (www.revistanova.com)
• Youtube – De frente com Gabi – Bulling, entrevista com a Psicóloga Lídia Aratangy. 2010
Entre os tantos desafios já existentes na rotina escolar, está posto mais um. O bullying escolar - termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. "Ninguém sabe como agir", sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba. “As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa.
A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. "Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. Ele concorda que o bullying estimula a delinqüência e induz as outras formas de violência explícita.
Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema. A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e o adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos. Nesse manual, são apresentados os sintomas mais comuns de vítima desse tipo de agressão, algumas pistas de como identificar os agressores, conselhos para pais e professores sobre como prevenir esse tipo de situação e mostram-se, ainda, quais as conseqüências para os envolvidos.
Em parceria com a Universidade Maurício de Nassau, a organização do evento registrou as palestras e as discussões – o material se transformará num vídeo-documentário educativo que será exibido nas escolas da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco.
Revista Nova Escola – abril 2008
BULLING ESCOLAR – VIOLÊNCIA FÍSICA E/OU PSICOLÓGICA
Diante de uma sociedade de grandes avanços tecnológicos nos deparamos com novas ramificações de violência.
Infelizmente faz parte hoje da realidade de professores e equipe pedagógica, o “bulling escolar”, situação difícil para professores, para os pais e os próprios agressores e agredidos.
Entende-se que tal reflexo na escola não necessariamente se originou na mesma, apenas desencadeou-se de um processo que já vem ocorrendo anteriormente.
Faz-se necessário rever e repensar a origem deste mal retornando a primeira instituição, a família, é a partir dela que se inicia todo o processo, seja ele bom ou ruim e com conseqüências idênticas, ou seja, boas ou ruins.
Precisamos lutar diariamente para buscar um emprego ou manter o que possuímos, afinal é dele que se provem o sustento familiar, alimentamos, vestimos, porém, educamos? Transmitimos valores? A maior parte dos pais e responsáveis não encontram tempo para seus filhos, terceirizamos o educar de nossos filhos para creches, escolinhas, babas, avos e tias.
Pior do que não termos tempo de falar aos nossos filhos, precisamos atentar que somos o exemplo e as crianças aprendem o que vivenciam.
Criticamos as pessoas, somos hostis com nossos esposos, orientamos a criança ao telefone dizer que não estamos quando estamos em casa, fazemos comentários maldosos, se a fila na estrada esta longa, cortamos pelo acostamento, invejamos o carro novo do nosso vizinho, jogamos lixo no chão, poluímos, pagamos propina.
Se é na escola que se detecta o bulling, cabe a escola fazer a sua parte no processo do educar e buscar parcerias com os pais. Interessante é que se perceba que o termo “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço” não funciona.
Precisamos ser tolerantes, precisamos elogiar aceitar, partilhar, sermos sinceros, bondosos, nos colocarmos no lugar do outro, ou seja, praticarmos a ética. Somente assim teremos filhos, e conseqüentemente uma sociedade paciente, que aprecia o outro, que ama, que é generosa, sincera e justa. Uma sociedade capaz de entender o verdadeiro significado da palavra respeito e que possa aprender e entender que o mundo é um bom lugar para se viver.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Revista Nova Escola, abril 2008 (www.revistanova.com)
• Youtube – De frente com Gabi – Bulling, entrevista com a Psicóloga Lídia Aratangy. 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Reflexão solicitada para Fundamentos Filosóficos da Educação - Prof. Claudia
EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
Que tipo de educação esperamos de encontro a nossa realidade na sociedade? Nós mesmos temos a resposta! No mundo capitalista em que vivemos, valorizamos demasiadamente nosso trabalho, afinal é dele que provem nosso sustento, homens e mulheres cada vez mais se lançam ao mercado de trabalho, saindo cedo, muito cedo de suas casas e retornando tarde, muito tarde, formando um ciclo que nunca para. Tempo é dinheiro, então precisamos correr. Toda essa dedicação ao trabalho, nos alerta a total falta de dedicação para conosco. Esquecemos de nós mesmos, e pior, daqueles que geramos nossos herdeiros.
É nossa a missão de valorizar a vida, a nossa e a de nossos semelhantes. Pensar em uma nova sociedade é necessariamente pensar em uma nova educação, afinal a evolução baseia-se na educação, precisamos de professores que mostrem uma mente aberta para que aconteça o aprendizado, que seja feita a promoção da socialização, mas isso não basta, não é somente isso, mesmo que a educação busque constantemente a liberdade e a autonomia, só teremos resultados se as famílias fizerem sua parte, antes e durante o processo do alunado nas escolas. É importante ressaltar, a situação atual de nossa sociedade, não é governo, não é educação, não é segurança, cada um possui sim sua parcela de “culpa”, mas a reflexão deve ser no sentido de o que será que aconteceu com o mundo? Perderam-se os valores, perderam-se as identidades familiares.
Uma vez restabelecido os lares, a educação com certeza conseguira fazer a sua parte, temos muitos profissionais na educação motivados para isso. Cada um fazendo o seu papel, dentro de casa, com cultura e tradição, teremos o reflexo na escola de pessoas abertas a novos conhecimentos e aprenderes, logo um cidadão atuante e pensante em beneficio do outro na sociedade.
BIBLIOGRAFIA
• DEWEY, John. (1971). Vida e Educação. São Paulo, Edições Melhoramento.
• DURKHEIM, Emile. (1973). Educação e Sociologia. São Paulo, Editorial Scipione.
• ALBERTO NOÉ. A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE. Disponível em: www.ufba.br/~pretto/textos/sbpc2000.htm. Acesso em: 21/03/2010
Que tipo de educação esperamos de encontro a nossa realidade na sociedade? Nós mesmos temos a resposta! No mundo capitalista em que vivemos, valorizamos demasiadamente nosso trabalho, afinal é dele que provem nosso sustento, homens e mulheres cada vez mais se lançam ao mercado de trabalho, saindo cedo, muito cedo de suas casas e retornando tarde, muito tarde, formando um ciclo que nunca para. Tempo é dinheiro, então precisamos correr. Toda essa dedicação ao trabalho, nos alerta a total falta de dedicação para conosco. Esquecemos de nós mesmos, e pior, daqueles que geramos nossos herdeiros.
É nossa a missão de valorizar a vida, a nossa e a de nossos semelhantes. Pensar em uma nova sociedade é necessariamente pensar em uma nova educação, afinal a evolução baseia-se na educação, precisamos de professores que mostrem uma mente aberta para que aconteça o aprendizado, que seja feita a promoção da socialização, mas isso não basta, não é somente isso, mesmo que a educação busque constantemente a liberdade e a autonomia, só teremos resultados se as famílias fizerem sua parte, antes e durante o processo do alunado nas escolas. É importante ressaltar, a situação atual de nossa sociedade, não é governo, não é educação, não é segurança, cada um possui sim sua parcela de “culpa”, mas a reflexão deve ser no sentido de o que será que aconteceu com o mundo? Perderam-se os valores, perderam-se as identidades familiares.
Uma vez restabelecido os lares, a educação com certeza conseguira fazer a sua parte, temos muitos profissionais na educação motivados para isso. Cada um fazendo o seu papel, dentro de casa, com cultura e tradição, teremos o reflexo na escola de pessoas abertas a novos conhecimentos e aprenderes, logo um cidadão atuante e pensante em beneficio do outro na sociedade.
BIBLIOGRAFIA
• DEWEY, John. (1971). Vida e Educação. São Paulo, Edições Melhoramento.
• DURKHEIM, Emile. (1973). Educação e Sociologia. São Paulo, Editorial Scipione.
• ALBERTO NOÉ. A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE. Disponível em: www.ufba.br/~pretto/textos/sbpc2000.htm. Acesso em: 21/03/2010
domingo, 13 de junho de 2010
POS GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO ESPECIAL
Sensacional esse curso, nesta aula de orientação e mobilidade que tivemos pudemos sentir atraves da prática como é passear na avenida privados da visão.
sábado, 12 de junho de 2010
Estágio Centro Educação Infantil Sonho Mágico
Segundo ano de magistério, eis que chegam os "estágios".... Estagiar/trabalhar com Educação Infantil nos remete ao mundo cheio de alegrias, sentimentos e crença de um mundo melhor! "Sessão Massagem no lindão do Neto"
Cumprimentos ou comprimentos!?!?!? 2º ano
Então, ao fazer magistério nos tornamos "reais artistas"... Lembrança solicitação Teatro (Comédia) professora Lucimara - Metodoliga de Artes.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
F.F.E - Envolvidos pela Filosofia
A filosofia nos proporciona a compreensão de nossa existência, oferecendo um "sentido" a vida e as relações com os outros, logo, nos torna pessoas atuantes na família, na sociedade, no mundo.
Tal compreensão se desencadeia quando questionamos, problematizamos, criticamos e procuramos por respostas que nos satisfaçam plenamente.
Uma pessoa crítica, aberta ao novo, que nunca se acomoda, acaba por adquirir ferramentas importantíssimas para a construção de sua identidade.
Posicionar-se é fundamental para que se evite ser posicionado, por exemplo por políticas públicas compensatórias de nossos governantes, assim como foi com os indigenas, assim como foi com os escravos...
Somos envolvidos pela filosofia e precisamos que assim o seja, afinal seremos educadores.
Educar demanda postura reflexiva e coerente tanto na teoria quanto na prática, pois é através desta relação (professor-aluno) que vamos "formar" crianças, jovens e adultos críticos.
Cabe ao educador incitar a busca de verdades escondidas, mascaradas, ocultadas por ideologias, tornando seus alunos verdadeiros especialistas na arte de se reconhecerem e se firmarem atravez de um sentimento comum.
Luciandréa Camargo
1º ano Magistério - Colégio Wollf Klabin.
Tal compreensão se desencadeia quando questionamos, problematizamos, criticamos e procuramos por respostas que nos satisfaçam plenamente.
Uma pessoa crítica, aberta ao novo, que nunca se acomoda, acaba por adquirir ferramentas importantíssimas para a construção de sua identidade.
Posicionar-se é fundamental para que se evite ser posicionado, por exemplo por políticas públicas compensatórias de nossos governantes, assim como foi com os indigenas, assim como foi com os escravos...
Somos envolvidos pela filosofia e precisamos que assim o seja, afinal seremos educadores.
Educar demanda postura reflexiva e coerente tanto na teoria quanto na prática, pois é através desta relação (professor-aluno) que vamos "formar" crianças, jovens e adultos críticos.
Cabe ao educador incitar a busca de verdades escondidas, mascaradas, ocultadas por ideologias, tornando seus alunos verdadeiros especialistas na arte de se reconhecerem e se firmarem atravez de um sentimento comum.
Luciandréa Camargo
1º ano Magistério - Colégio Wollf Klabin.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
F.P.E - Comparação das Teorias de Vygotsky e Piaget
ACHEI INTERESSANTE ESTE COMENTÁRIO...REFERENTE TEORIAS DE PIAGET E VYGOTSKY...SEGUE...
Os dois estudiosos trazem grandes divergências e grandes convergências. Para Piaget o processo de conhecimento se dá através da percepção de que o sujeito divide seu mundo em estágios, onde cada novo estágio ocorre apenas quando há o equilíbrio que é fruto das assimilações e acomodações feitas no estágio anterior. O conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade. Já Vygotsky, na teoria Histórico cultural, o sujeito é interativo porque constitui conhecimento a partir das relações intra e interpessoais. O conhecimento é proveniente das relações. Mas o significativo é que ambos os pensadores reconhecem o papel ativo da criança na construção do conhecimento.Para Piaget, a aprendizagem está subordinada ao desenvolvimento de estruturas cognitivas o que, muitas vezes, determina as aplicações pedagógicas e didáticas. O conhecimento dos estágios estudados contribui para o levantamento de objetivos, atividades de ensino e aplicação necessários para o desenvolvimento cognitivo.Para Vygotsky, criador da teoria Sócio-Interacionista, existem relações recíprocas entre o desenvolvimento e a aprendizagem, pois a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, e este, por sua vez, cria novos patamares para a aprendizagem. Assim, o desenvolvimento se expande através das interações sociais, nas quais, por meio da internalização, o indivíduo se apropria do conhecimento, ocorrendo, assim, a aprendizagem. Esse processo evidencia a fundamental importância das trocas e aquisições do meio social.As divergências mais gerais decorrem da diferença de foco dos estudos de cada pesquisador. O principal interesse de Piaget era estudar o desenvolvimento das estruturas lógicas, enquanto Vygotsky pretendia entender a relação do pensamento com a linguagem e suas implicações no processo de desenvolvimento intelectual.Enquanto sob a perspectiva Piagetiana o conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade, para Vygotsky, esse mesmo sujeito não só age sobre a realidade, mas interage com ela, construindo seus conhecimentos a partir das relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que ele internaliza conhecimentos, papéis e funções sociais.No entanto, a grande divergência entre os dois estudiosos, se dá na relação entre linguagem e pensamento. Enquanto para Piaget, a aprendizagem depende do estágio de desenvolvimento atingido pelo sujeito, para Vygotsky, a aprendizagem favorece o desenvolvimento das funções mentais. Embora Vygotsky concorde que a aprendizagem ocorre muito antes da chegada da criança à escola, ele também atribui um valor significativo à aprendizagem escolar, que no seu dizer "produz algo fundamentalmente novo no desenvolvimento da criança". Para Vygotsky a linguagem tem um papel definitivo na organização do raciocínio, pois age decisivamente sobre este, reestruturando diversas funções psicológicas, como a atenção, a memória, a formação de conceitos.Entretanto, apesar das diferenças entre a posição teórica dos dois cientistas, ambos enfatizam a necessidade de compreensão da gênese dos processos cognitivos. Além disso, eles, igualmente, não consideram os processos psicológicos como resultados estáticos que se expressam em medidas quantitativas, pois tanto Piaget como Vygotsky valorizam a interação do indivíduo com o ambiente e vêem o indivíduo como sujeito que atua no processo de seu próprio desenvolvimento
Fonte(s):
http://www.marista.com.br/maceio/colegio/proposta.asp
Os dois estudiosos trazem grandes divergências e grandes convergências. Para Piaget o processo de conhecimento se dá através da percepção de que o sujeito divide seu mundo em estágios, onde cada novo estágio ocorre apenas quando há o equilíbrio que é fruto das assimilações e acomodações feitas no estágio anterior. O conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade. Já Vygotsky, na teoria Histórico cultural, o sujeito é interativo porque constitui conhecimento a partir das relações intra e interpessoais. O conhecimento é proveniente das relações. Mas o significativo é que ambos os pensadores reconhecem o papel ativo da criança na construção do conhecimento.Para Piaget, a aprendizagem está subordinada ao desenvolvimento de estruturas cognitivas o que, muitas vezes, determina as aplicações pedagógicas e didáticas. O conhecimento dos estágios estudados contribui para o levantamento de objetivos, atividades de ensino e aplicação necessários para o desenvolvimento cognitivo.Para Vygotsky, criador da teoria Sócio-Interacionista, existem relações recíprocas entre o desenvolvimento e a aprendizagem, pois a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, e este, por sua vez, cria novos patamares para a aprendizagem. Assim, o desenvolvimento se expande através das interações sociais, nas quais, por meio da internalização, o indivíduo se apropria do conhecimento, ocorrendo, assim, a aprendizagem. Esse processo evidencia a fundamental importância das trocas e aquisições do meio social.As divergências mais gerais decorrem da diferença de foco dos estudos de cada pesquisador. O principal interesse de Piaget era estudar o desenvolvimento das estruturas lógicas, enquanto Vygotsky pretendia entender a relação do pensamento com a linguagem e suas implicações no processo de desenvolvimento intelectual.Enquanto sob a perspectiva Piagetiana o conhecimento se dá a partir da ação do sujeito sobre a realidade, para Vygotsky, esse mesmo sujeito não só age sobre a realidade, mas interage com ela, construindo seus conhecimentos a partir das relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que ele internaliza conhecimentos, papéis e funções sociais.No entanto, a grande divergência entre os dois estudiosos, se dá na relação entre linguagem e pensamento. Enquanto para Piaget, a aprendizagem depende do estágio de desenvolvimento atingido pelo sujeito, para Vygotsky, a aprendizagem favorece o desenvolvimento das funções mentais. Embora Vygotsky concorde que a aprendizagem ocorre muito antes da chegada da criança à escola, ele também atribui um valor significativo à aprendizagem escolar, que no seu dizer "produz algo fundamentalmente novo no desenvolvimento da criança". Para Vygotsky a linguagem tem um papel definitivo na organização do raciocínio, pois age decisivamente sobre este, reestruturando diversas funções psicológicas, como a atenção, a memória, a formação de conceitos.Entretanto, apesar das diferenças entre a posição teórica dos dois cientistas, ambos enfatizam a necessidade de compreensão da gênese dos processos cognitivos. Além disso, eles, igualmente, não consideram os processos psicológicos como resultados estáticos que se expressam em medidas quantitativas, pois tanto Piaget como Vygotsky valorizam a interação do indivíduo com o ambiente e vêem o indivíduo como sujeito que atua no processo de seu próprio desenvolvimento
Fonte(s):
http://www.marista.com.br/maceio/colegio/proposta.asp
F.P.E - Síntese filme "O Garoto Selvagem"
FILME O GAROTO SELVAGEM
O filme relata a história de um garoto que foi abandonado numa floresta ou por apresentar alguma deficiência ou por ser concebido fora do casamento, não ficando claro no filme o motivo, este garoto viveu aproximadamente dos três ao onze anos sozinho, sendo encontrando por caçadores.
Estes caçadores o levam para um instituto que estuda e ajuda crianças surdas mudas. Professores e pesquisadores percebem que ele não conseguirá se socializar e nem se desenvolver ali e decidem por enviá-lo para um sanatório.
Um certo estudioso e professor discorda que o garoto seja débil mental e se oferece para ajudar o menino. É concedido a este professor a guarda do garoto que imediatamente começa a trabalhar com o mesmo.
Inicia ensinando o garoto a andar somente com as pernas, sem ajuda das mãos, dentre outras práticas aplicadas podemos destacar:
- Uso do método estímulo x resposta (se o garoto fizesse o que o professor pedia o aluno recebia como recompensa um copo de leite ou água)
- Estímulo por imitação (ele falava para a governanta que queria leite e a governanta lhe dava, pedia então que o garoto fizesse o mesmo), situação encontrada em crianças de dois a sete anos.
- Processo de aprendizagem e uso do raciocínio, onde o professor apresentava coisas como tesoura, chave, etc. e depois pedia que ele colocasse na ordem, ou buscasse tais objetos em determinado local... Situações essas encontradas em crianças já de sete a 11 anos.
Percebemos através deste filme que o garoto se desenvolveu e muito pois se socializou com o professor, a governanta e amigos desenvolvendo a afetividade pelos mesmos, criou métodos próprios dele para pedir leite, como exemplo, na cena em que leva a palavra “leite” feita em madeira no bolso para usar na sua visita à senhora e pedir leite.
O filme relata a maneira de se trabalhar com uma criança baseado na teoria de Jean Piaget.
O filme relata a história de um garoto que foi abandonado numa floresta ou por apresentar alguma deficiência ou por ser concebido fora do casamento, não ficando claro no filme o motivo, este garoto viveu aproximadamente dos três ao onze anos sozinho, sendo encontrando por caçadores.
Estes caçadores o levam para um instituto que estuda e ajuda crianças surdas mudas. Professores e pesquisadores percebem que ele não conseguirá se socializar e nem se desenvolver ali e decidem por enviá-lo para um sanatório.
Um certo estudioso e professor discorda que o garoto seja débil mental e se oferece para ajudar o menino. É concedido a este professor a guarda do garoto que imediatamente começa a trabalhar com o mesmo.
Inicia ensinando o garoto a andar somente com as pernas, sem ajuda das mãos, dentre outras práticas aplicadas podemos destacar:
- Uso do método estímulo x resposta (se o garoto fizesse o que o professor pedia o aluno recebia como recompensa um copo de leite ou água)
- Estímulo por imitação (ele falava para a governanta que queria leite e a governanta lhe dava, pedia então que o garoto fizesse o mesmo), situação encontrada em crianças de dois a sete anos.
- Processo de aprendizagem e uso do raciocínio, onde o professor apresentava coisas como tesoura, chave, etc. e depois pedia que ele colocasse na ordem, ou buscasse tais objetos em determinado local... Situações essas encontradas em crianças já de sete a 11 anos.
Percebemos através deste filme que o garoto se desenvolveu e muito pois se socializou com o professor, a governanta e amigos desenvolvendo a afetividade pelos mesmos, criou métodos próprios dele para pedir leite, como exemplo, na cena em que leva a palavra “leite” feita em madeira no bolso para usar na sua visita à senhora e pedir leite.
O filme relata a maneira de se trabalhar com uma criança baseado na teoria de Jean Piaget.
Estágio - Síntese Filme "Vem dançar"
PERSONAGENS:
Pierre Dulaine
Rock
LaRhette
Diretora Augustine
Joe Temple
Tina
Kurd
Egypt
Grandona
Caitlin
Ramos
Danjou
Eddi
Morgan
TEMAS ABORDADOS:
· Construção da dignidade
· Alcance dos méritos
· Superação das dificuldades
· Desafios próprios de nossa condição humana.
· Dedicação de um professor
· Recuperação de alunos pobres, rebeldes e delinqüentes
· Respeito
· Valorização da dignidade humana
· Necessidade de estímulos
· Trabalhar a força interior
· Auto-superação
· Preconceito inútil
Pierre Dulaine é um professor de dança e assiste uma cena onde o aluno Rock destrói o carro da diretora Augustine com um taco de golfe.
Pierre decide dar aulas no colégio deste aluno, uma escola dominada pela violência, no intuito de ajudar os adolescentes que são de uma periferia, considerados problemáticos e “perdidos”, preconceituosamente por uma sociedade norte americana de classe média alta.
Pierre ensina dança de salão para os alunos da retenção e é atraves da dança que consegue ajudar no romance de Rock e de LaRhette, os dois jovens são os mais "problemáticos", Rock foi o que literalmente "esmagou" o carro da diretora da escola e Larhette é irmã de um ladrão que já foi morto.
Os alunos começam a se interessar pela dança de salão, principalmente com a aparição de uma garota rica chamada Morgan, que se acha superior aos adolescentes da periferia.
O professor consegue resgatar os jovens do submundo, reerguer a auto estima dos alunos, integrá-los à sociedade através de estímulos e um professor tem de estar atento a isso, buscando a força interior de cada aluno assim como fez o Sr. Dulaine.
O lado do preconceito inútil, que muitas vezes desenvolvemos uns com os outros, é abordado e mostrado também com muita sabedoria e clareza, devendo também servir de reflexão para nós futuros professores.
Professores estes que devem assumir os trabalho e também os desafios, por iniciativa própria, promovendo sempre um proveitoso aperfeiçoamento individual e coletivo com seus alunos.
Pierre Dulaine
Rock
LaRhette
Diretora Augustine
Joe Temple
Tina
Kurd
Egypt
Grandona
Caitlin
Ramos
Danjou
Eddi
Morgan
TEMAS ABORDADOS:
· Construção da dignidade
· Alcance dos méritos
· Superação das dificuldades
· Desafios próprios de nossa condição humana.
· Dedicação de um professor
· Recuperação de alunos pobres, rebeldes e delinqüentes
· Respeito
· Valorização da dignidade humana
· Necessidade de estímulos
· Trabalhar a força interior
· Auto-superação
· Preconceito inútil
Pierre Dulaine é um professor de dança e assiste uma cena onde o aluno Rock destrói o carro da diretora Augustine com um taco de golfe.
Pierre decide dar aulas no colégio deste aluno, uma escola dominada pela violência, no intuito de ajudar os adolescentes que são de uma periferia, considerados problemáticos e “perdidos”, preconceituosamente por uma sociedade norte americana de classe média alta.
Pierre ensina dança de salão para os alunos da retenção e é atraves da dança que consegue ajudar no romance de Rock e de LaRhette, os dois jovens são os mais "problemáticos", Rock foi o que literalmente "esmagou" o carro da diretora da escola e Larhette é irmã de um ladrão que já foi morto.
Os alunos começam a se interessar pela dança de salão, principalmente com a aparição de uma garota rica chamada Morgan, que se acha superior aos adolescentes da periferia.
O professor consegue resgatar os jovens do submundo, reerguer a auto estima dos alunos, integrá-los à sociedade através de estímulos e um professor tem de estar atento a isso, buscando a força interior de cada aluno assim como fez o Sr. Dulaine.
O lado do preconceito inútil, que muitas vezes desenvolvemos uns com os outros, é abordado e mostrado também com muita sabedoria e clareza, devendo também servir de reflexão para nós futuros professores.
Professores estes que devem assumir os trabalho e também os desafios, por iniciativa própria, promovendo sempre um proveitoso aperfeiçoamento individual e coletivo com seus alunos.
F.F.E - Reflexão Filme " O Nome da Rosa"
Reflexão do filme "O Nome da Rosa" em torno dos conceitos: filosofia, ciência e religião:
Faça uma reflexão do filme em torno dos conceitos: Filosofia, ciência e religião, ressaltando o papel da Igreja e do pensamento lógico e crítico:
A história se passa em um mosteiro que continha na época o maior acervo cristão do mundo, onde vários monges estão sendo mortos, e é nesse mosteiro que chega o monge beneditino Willian e seu aluno Adso que utiliza da ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes.
A ciência está relacionada à “maneira” como o monge Willian investiga as mortes, ou seja, usando o “racional”, tal posicionamento faz com que chegue a fatos concretos, como os dedos e língua roxa, no decorrer da história verificamos que as páginas manuseadas nos livros estavam envenenadas, então quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura, e o porquê da restrição ao acesso dos livros da biblioteca, os quais continham “saberes pagãos”, nestas referidas obras Aristóteles falava sobre o riso, e o riso segundo a igreja “retirava o temor à Deus”.
A religião é uma constante no filme, onde homens “aceitam” as mortes como “coisa do diabo”, justificando assim as mortes daqueles que ousaram ir além do que lhes eram impostos pela religião dominante.
E é através da Filosofia que se “descortina” a real história dos acontecimentos da época como o controle da Igreja ao Estado, a negligência do conhecimento ao povo, o homossexualismo, a pedofilia e a violência sexual contra mulheres, porque no filme busca-se diretamente a verdade, a explicação, enfim a solução do mistério em meio aos acontecimentos da época.
www.luciandreacamargo.blogspot.com
Faça uma reflexão do filme em torno dos conceitos: Filosofia, ciência e religião, ressaltando o papel da Igreja e do pensamento lógico e crítico:
A história se passa em um mosteiro que continha na época o maior acervo cristão do mundo, onde vários monges estão sendo mortos, e é nesse mosteiro que chega o monge beneditino Willian e seu aluno Adso que utiliza da ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes.
A ciência está relacionada à “maneira” como o monge Willian investiga as mortes, ou seja, usando o “racional”, tal posicionamento faz com que chegue a fatos concretos, como os dedos e língua roxa, no decorrer da história verificamos que as páginas manuseadas nos livros estavam envenenadas, então quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura, e o porquê da restrição ao acesso dos livros da biblioteca, os quais continham “saberes pagãos”, nestas referidas obras Aristóteles falava sobre o riso, e o riso segundo a igreja “retirava o temor à Deus”.
A religião é uma constante no filme, onde homens “aceitam” as mortes como “coisa do diabo”, justificando assim as mortes daqueles que ousaram ir além do que lhes eram impostos pela religião dominante.
E é através da Filosofia que se “descortina” a real história dos acontecimentos da época como o controle da Igreja ao Estado, a negligência do conhecimento ao povo, o homossexualismo, a pedofilia e a violência sexual contra mulheres, porque no filme busca-se diretamente a verdade, a explicação, enfim a solução do mistério em meio aos acontecimentos da época.
www.luciandreacamargo.blogspot.com
F.F.E - Pré-Socráticos
FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO
ALUNA: Luciandréa Camargo, nº 27 – 1º ENA
Faça uma pesquisa e complete o quadro abaixo:
FILÓSOFO
CARACTERÍSTICAS DA VIDA
AREAS DO CONHECIMENTO
PRINCIPAIS OBRAS
CURIOSIDADES
Anaximandro
· 610-547 a.C.
· Viveu em Mileto
· Geografia
· Matemática
· Astronomia
· Mapas geográficos
· Afirmou que a Terra é cilindrica e ocupa o centro do Universo
· O Mundo era apenas um dos muitos mundos que surgem de alguma coisa e se dissolvem nesta alguma coisa que ele chamou “infinito”
Anaxímenes
· 550-526 a.C
· Meteorologia
· Explicação da origem do Universo
· Analogias entre ar divino e ar humano
· Foi o primeiro a considerar que a lua recebe a luz do sol
Aristóteles
· 384-322 a.C
· Durante 20 anos foi aluno da Academia de Platão
· Primeiro grande biólogo da Europa
· Física
· Psicologia
· Biologia
· Lógica
· Zoologia
· Criador do pensamento lógico
· Teoria das causas
· Valorização da inteligência humana
· “O homem que é prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz”
Heráclito
· 540-480 a.C
· Nasceu em Éfeso
· Ciências Humanas
· Filosofia
Tudo se move nada se fixa na imutabilidade
· Mundo impregnado de constantes opostos
· Conhecido como pai da dialética
· Homem de sentimentos elevados, orgulhoso e cheio de desprezo pelos outros
· Radicalizou sua filosofia de vida e passou a viver isolado nas montanhas
· “Tudo flui”
Platão
· 427-347 a.C
· Discipulo de Sócrates
· Escreveu o discurso de defesa de Sócrates
· Racionalista
· Epistemologia
· Metafísica
· Retórica
· Arte
· Literatura
· Política
· Educação
· desenvolveu a noção de que o homem esta em contato pernamente com a realidade inteligivel e a sensivel
· fundou sua propria escola (Academia)
· Platão era apelido, seu nome verdadeiro : Aristocles
· “Vencer a si proprio é a maior de todas as vitórias”
· Primeiro filosofo a defender a criação de jardins de infancia
Protágoras
· Nasceu por volta de 492 a.C
· Filosofia moderna
· Invenção do “tulé”
· Foi acusado de ateísmo (tendo seus livros queimados em praça pública)
· “O homem é a medida de todas as coisas”
Sócrates
· 470-399 a.C
· Ética
· Epistemologia
· Duvidou da idéia sofista que a virtude pdia ser ensinada
· Conhecimento vem de dentro
· “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”
· Condenado a morte por sua atividade como filósofo
· Ouvia uma voz divina dentro de si
Tales de Mileto
· Nasceu 624 a.C
· Morreu 558 a.C
· Metafísica
· Matemática
· Astronomia
· Água origem de todas as coisas
· Explicou o eclipse solar
· Descoberta de várias proposições isoladas relativas às paralelas, ao triangulo e as propriedades do circulo
· Calculou a altura de uma pirâmide no exato momento em que sua própria sombra tinha a mesma medida de sua altura
Descartes
· Figura chave na revolução científica
· Nasceu em 1596
· Ciência
· Matemática
· Epistemologia
· Coordenadas cartesianas
· Argumento ontológico para a existência de Deus
· Livro: Discurso do método
· Considerado o fundador da filosofia moderna
· Defendia o uso do método matemático para se entender filosofia
RFERÊNCIAS:
· http://www.uoleducação.com.br/
· http://www.wikipedia.com.br/
· Livro “O Mundo de Sofia”.
Artigo: Repensando a Educação Infantil
O artigo “Repensando a Educação Infantil” apresenta uma trajetória desde os primórdios, abordando o conceito e reconhecimento da infância até os dias atuais nas pré-escolas e centros infantis, sendo que nesse longo período constata-se a formulação de princípios educacionais que permanecem até hoje, onde a verdadeira finalidade da educação se resume em ensinar a criança a viver e aprender a exercer a liberdade. Além disso, formar através do entendimento das concepções pedagógicas a compreensão do cuidar e educar a criança sendo dela um direito, preparando a para o processo de alfabetização, utilizando os fundamentos teóricos da proposta para estabelecer as diretrizes do trabalho com os pequenos e que através das tendências pedagógicas aqui observadas possa ser identificado as características de cada um que predominam até os dias atuais. Diante disto percebe-se a crescente valorização da infância, muito se fez, porém muito ainda existe por fazer, objetiva-se que através do artigo aqui exposto possa haver contribuição para o pensar e repensar dos profissionais da educação no tocante a oferta de uma educação de qualidade e o seu papel neste contexto.
Palavras chave: 1. Educação Infantil; 2. Trajetória da Infância; 3. Educador Infantil.
1. INTRODUÇÃO
Durante a Idade Medieval a infância era desconhecida, muitas crianças morriam e as que sobreviviam, somente eram valorizadas quando adultos, momento este em que passavam a ser consideradas como “pessoas”. A “virada de página” se dá a partir do final do século XVII e início do século XVIII, com a transformação na sociedade da burguesia com a Revolução Industrial, é nesse contexto que surgem as instituições para atender às crianças trazendo consigo as concepções sobre a Educação Infantil e suas características, o entendimento sobre a infância e as possibilidades de se construir espaços nos quais a criança é o principal agente no processo pedagógico.
A educação infantil deve ser entendida não simplesmente como um espaço onde os pais, para trabalharem, deixam seus filhos para serem cuidados, mas para, além disso: um espaço de brincadeira, de aprendizado, de desenvolvimento do conhecimento.
É de vital importância refletir sobre a realidade da infância e a relação dela com a comunidade a qual estamos inseridos.
(...) Portanto, as referências nos indicam que vínculos foram estabelecidos, pois seria improvável que os adultos ficassem tanto séculos entorpecidos sem manifestarem qualquer sentimento pelas crianças. (LOSSNITZ, 2006, p. 12)
(...) a escola de principiantes ou escola de tricotar... A escola infantil... Jardim de infância... Casa das crianças. (KUHLMAN, Junior, pg.01)
Todos esses programas tiveram um impacto importante no campo da educação para a criança pequena, surgindo assim concepções de Educação Infantil, sendo a primeira uma concepção de assistencialismo que enfatizava somente o cuidar, não considerando o educar a criança. Adiante se percebeu a necessidade de valorizar a evolução natural da criança. Como destaca KUHLMAN Jr.(2009, pg. 04), que Froebel denominou os jogos as ocupações dos jardins de infância, valorizando o brincar educativo. Houve a fase de se compensar as deficiências das crianças, considerando que a pobreza e a falta de estímulo, entre outros, são os causadores do desinteresse escolar. Assim são desenvolvidos programas visando que as creches se preocupem com a aprendizagem e com o desenvolvimento de atividades educativas através das brincadeiras. Quanto à concepção preparatória, sua função primordial era preparar as crianças para o processo de alfabetização buscando desenvolver suas habilidades. Referente à concepção global percebeu-se na criança o seu desenvolvimento com a harmonia dos aspectos psicomotores, cognitivos, afetivos. E por ultimo desenvolveu-se a concepção pedagógica visando o favorecimento do processo de alfabetização realizando um trabalho sistematizado levando em consideração as dificuldades apresentadas
A Educação Infantil começa a se direcionar através de suas concepções já citadas, percebeu-se então a necessidade de se fundamentar uma proposta pedagógica bem embasada nas áreas do conhecimento sendo elas: na história, na sociologia, na psicologia e na antropologia.
(...) a fim de que essa função se efetive na prática, o trabalho pedagógico precisa se orientar por uma visão das crianças como seres sociais, indivíduos que vivem em sociedade, cidadãs e cidadãos. (KRAMER, Sonia. 2000 pg. 19)
No que concerne a sociologia a escola deve ter seu papel muito bem definido para se trabalhar com crianças de características diferentes, que apresentam muita das vezes conflitos, valorizando-as para que se tornem pessoas com autonomia de decisões e opiniões, cooperativas e solidárias.
Considerando o contexto social e cultural em que a criança esta inserida a base da antropologia indica ao professor que cada criança possui uma identidade, uma história de vida, que todos somos diferentes e também da importância de se estreitar o relacionamento da escola com seus familiares num continuo processo de adaptação dos educadores.
Importante destacar ainda, que a meta primordial da educação infantil voltada para a cidadania, se desenvolveu atrelada nas tendências pedagógicas sendo elas: romântica, cognitiva e crítica.
A primeira favorece o desenvolvimento natural da criança, Froebel, Decroly e Montessori contribuíram muito com a educação, sendo naquela época um avanço nos estudos.
A segunda é onde destacamos Piaget na formação de homens criativos, inventivos e descobridores. E por ultimo e nem por isso menos importante destacamos a tendência critica, onde se defende que a educação sofra profundas mudanças em sua base (professores). Centrada na criança que faz parte de uma sociedade
O atendimento as crianças de zero a seis anos em instituições especializadas tem origem com as mudanças sociais e econômicas, causadas pela Revolução Industrial no mundo todo, inclusive no Brasil sob influência de Froebel, Emília Ericksen funda o primeiro Jardim de Infância em 1862. Neste momento as mulheres deixaram seus lares para entrarem no mercado de trabalho. Atrelado a esse fato, sob pressão dos trabalhadores urbanos que viam nas creches um direito por melhores condições de vida deu-se inicio ao atendimento da Educação Infantil no Brasil.
Emilia Ericksen fez cursos de como educar as filhas, cursos estes ministrados por Froebel no período em que viveu na Dinamarca, não tinha intenção de lecionar, mas segundo Lima (2008, em A Educação Infantil em Telêmaco Borba: uma história em construção), quando retornou ao Brasil residindo no município de Castro no Paraná, devido ao naufrágio ocorrido em 1844, Emília buscou no magistério um amparo econômico para sua família que se encontrava em crise. Seus trabalhos foram de grande importância para a Educação Infantil no Brasil.
A partir da década de 1970 os movimentos pelos direitos humanos se intensificam, e é na Constituição de 1988 que a criança passa a ser vista com direitos, sendo um marco na história da Educação Infantil.
(...) Essa educação se dá na família, na comunidade e nas instituições, de Educação Infantil vem se tornando, cada vez mais necessárias, como complementares à ação da família, o que já foi afirmado pelo mais importante documento internacional de educação deste século, a Declaração Mundial de Educação para todos. (JOMTIEN, Tailândia, 1990).
Palavras chave: 1. Educação Infantil; 2. Trajetória da Infância; 3. Educador Infantil.
1. INTRODUÇÃO
Durante a Idade Medieval a infância era desconhecida, muitas crianças morriam e as que sobreviviam, somente eram valorizadas quando adultos, momento este em que passavam a ser consideradas como “pessoas”. A “virada de página” se dá a partir do final do século XVII e início do século XVIII, com a transformação na sociedade da burguesia com a Revolução Industrial, é nesse contexto que surgem as instituições para atender às crianças trazendo consigo as concepções sobre a Educação Infantil e suas características, o entendimento sobre a infância e as possibilidades de se construir espaços nos quais a criança é o principal agente no processo pedagógico.
A educação infantil deve ser entendida não simplesmente como um espaço onde os pais, para trabalharem, deixam seus filhos para serem cuidados, mas para, além disso: um espaço de brincadeira, de aprendizado, de desenvolvimento do conhecimento.
É de vital importância refletir sobre a realidade da infância e a relação dela com a comunidade a qual estamos inseridos.
2. REPENSANDO A EDUCAÇÃO INFANTIL
Para pensar e repensar a educação infantil, faz-se necessário uma incursão na história da infância.
Para pensar e repensar a educação infantil, faz-se necessário uma incursão na história da infância.
(...) Portanto, as referências nos indicam que vínculos foram estabelecidos, pois seria improvável que os adultos ficassem tanto séculos entorpecidos sem manifestarem qualquer sentimento pelas crianças. (LOSSNITZ, 2006, p. 12)
Ao lado da evolução da família e do desenvolvimento do sentimento de “domesticação” no período entre o final da Idade Média e o final do século XVIII, a criança passou a ser vista de forma diferente, ou seja, não mais como um adulto em miniatura. Lossnitz em sua dissertação “O Primeiro Jardim de Infância no Brasil, Emília Ericksen”, 2006 afirma:
(...) As primeiras mudanças ocorreram nas atitudes em relação às crianças que inicialmente eram educadas a partir de aprendizagens adquiridas junto aos adultos e aos sete anos, a responsabilidade pela educação era atribuída à outra família... O surgimento do conceito de infância provocou mudanças no quadro educacional. (LOSSNITZ, 2006, p. 2)
(...) As primeiras mudanças ocorreram nas atitudes em relação às crianças que inicialmente eram educadas a partir de aprendizagens adquiridas junto aos adultos e aos sete anos, a responsabilidade pela educação era atribuída à outra família... O surgimento do conceito de infância provocou mudanças no quadro educacional. (LOSSNITZ, 2006, p. 2)
Entende-se que neste período essa identidade da criança esta definida pelo não-sentimento de infância, o que não quer dizer que não havia afeto pelas crianças, mas sim que não havia uma consciência da particularidade infantil, ou seja, não se distinguia a criança do adulto.
A partir do surgimento das creches descobrem-se referenciais importantes na Educação Infantil.
A partir do surgimento das creches descobrem-se referenciais importantes na Educação Infantil.
(...) a escola de principiantes ou escola de tricotar... A escola infantil... Jardim de infância... Casa das crianças. (KUHLMAN, Junior, pg.01)
Todos esses programas tiveram um impacto importante no campo da educação para a criança pequena, surgindo assim concepções de Educação Infantil, sendo a primeira uma concepção de assistencialismo que enfatizava somente o cuidar, não considerando o educar a criança. Adiante se percebeu a necessidade de valorizar a evolução natural da criança. Como destaca KUHLMAN Jr.(2009, pg. 04), que Froebel denominou os jogos as ocupações dos jardins de infância, valorizando o brincar educativo. Houve a fase de se compensar as deficiências das crianças, considerando que a pobreza e a falta de estímulo, entre outros, são os causadores do desinteresse escolar. Assim são desenvolvidos programas visando que as creches se preocupem com a aprendizagem e com o desenvolvimento de atividades educativas através das brincadeiras. Quanto à concepção preparatória, sua função primordial era preparar as crianças para o processo de alfabetização buscando desenvolver suas habilidades. Referente à concepção global percebeu-se na criança o seu desenvolvimento com a harmonia dos aspectos psicomotores, cognitivos, afetivos. E por ultimo desenvolveu-se a concepção pedagógica visando o favorecimento do processo de alfabetização realizando um trabalho sistematizado levando em consideração as dificuldades apresentadas
A Educação Infantil começa a se direcionar através de suas concepções já citadas, percebeu-se então a necessidade de se fundamentar uma proposta pedagógica bem embasada nas áreas do conhecimento sendo elas: na história, na sociologia, na psicologia e na antropologia.
(...) a fim de que essa função se efetive na prática, o trabalho pedagógico precisa se orientar por uma visão das crianças como seres sociais, indivíduos que vivem em sociedade, cidadãs e cidadãos. (KRAMER, Sonia. 2000 pg. 19)
No que concerne a sociologia a escola deve ter seu papel muito bem definido para se trabalhar com crianças de características diferentes, que apresentam muita das vezes conflitos, valorizando-as para que se tornem pessoas com autonomia de decisões e opiniões, cooperativas e solidárias.
Considerando o contexto social e cultural em que a criança esta inserida a base da antropologia indica ao professor que cada criança possui uma identidade, uma história de vida, que todos somos diferentes e também da importância de se estreitar o relacionamento da escola com seus familiares num continuo processo de adaptação dos educadores.
Importante destacar ainda, que a meta primordial da educação infantil voltada para a cidadania, se desenvolveu atrelada nas tendências pedagógicas sendo elas: romântica, cognitiva e crítica.
A primeira favorece o desenvolvimento natural da criança, Froebel, Decroly e Montessori contribuíram muito com a educação, sendo naquela época um avanço nos estudos.
A segunda é onde destacamos Piaget na formação de homens criativos, inventivos e descobridores. E por ultimo e nem por isso menos importante destacamos a tendência critica, onde se defende que a educação sofra profundas mudanças em sua base (professores). Centrada na criança que faz parte de uma sociedade
O atendimento as crianças de zero a seis anos em instituições especializadas tem origem com as mudanças sociais e econômicas, causadas pela Revolução Industrial no mundo todo, inclusive no Brasil sob influência de Froebel, Emília Ericksen funda o primeiro Jardim de Infância em 1862. Neste momento as mulheres deixaram seus lares para entrarem no mercado de trabalho. Atrelado a esse fato, sob pressão dos trabalhadores urbanos que viam nas creches um direito por melhores condições de vida deu-se inicio ao atendimento da Educação Infantil no Brasil.
Emilia Ericksen fez cursos de como educar as filhas, cursos estes ministrados por Froebel no período em que viveu na Dinamarca, não tinha intenção de lecionar, mas segundo Lima (2008, em A Educação Infantil em Telêmaco Borba: uma história em construção), quando retornou ao Brasil residindo no município de Castro no Paraná, devido ao naufrágio ocorrido em 1844, Emília buscou no magistério um amparo econômico para sua família que se encontrava em crise. Seus trabalhos foram de grande importância para a Educação Infantil no Brasil.
A partir da década de 1970 os movimentos pelos direitos humanos se intensificam, e é na Constituição de 1988 que a criança passa a ser vista com direitos, sendo um marco na história da Educação Infantil.
(...) Essa educação se dá na família, na comunidade e nas instituições, de Educação Infantil vem se tornando, cada vez mais necessárias, como complementares à ação da família, o que já foi afirmado pelo mais importante documento internacional de educação deste século, a Declaração Mundial de Educação para todos. (JOMTIEN, Tailândia, 1990).
No Brasil a primeira Lei de Diretrizes e bases foi a LDB nº 4024/61 que não se preocupou com a Educação Infantil, a segunda foi a LDB nº 5692/71, porém nada foi tratado referente à Educação Infantil, somente com a LDB 8069/90, ECA, as crianças passam a ter os mesmos patamares de direitos, e é a LDB 9394/96 que estabelece pela primeira vez na história do país que a Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica.
Percebe-se assim o quanto a Educação Infantil é de grande importância para o desenvolvimento da personalidade e mesmo não sendo obrigatória é de suma necessidade no crescimento da criança, pois é ela que irá proporcionar as bases necessárias para um adulto sensato e feliz.
Considera-se, que um dos fatores que mais contribuem para que tudo isso ocorra é o cumprimento de tais leis porque é ela quem embasa todos esses objetivos e metas que são os de fornecer infra-estrutura para o funcionamento adequado das instituições de educação (sendo elas, CEMEI’s, pré-escolas, escolas públicas ou privadas). Formação dos profissionais de educação ofertando cursos de formação de nível superior para professores de educação infantil. Normas e projetos pedagógicos, garantir alimentação escolar e materiais pedagógicos, implantar conselhos escolares para obter participação da comunidade, assim devemos observar e cobrar o cumprimento de tais leis.
Percebe-se assim o quanto a Educação Infantil é de grande importância para o desenvolvimento da personalidade e mesmo não sendo obrigatória é de suma necessidade no crescimento da criança, pois é ela que irá proporcionar as bases necessárias para um adulto sensato e feliz.
Considera-se, que um dos fatores que mais contribuem para que tudo isso ocorra é o cumprimento de tais leis porque é ela quem embasa todos esses objetivos e metas que são os de fornecer infra-estrutura para o funcionamento adequado das instituições de educação (sendo elas, CEMEI’s, pré-escolas, escolas públicas ou privadas). Formação dos profissionais de educação ofertando cursos de formação de nível superior para professores de educação infantil. Normas e projetos pedagógicos, garantir alimentação escolar e materiais pedagógicos, implantar conselhos escolares para obter participação da comunidade, assim devemos observar e cobrar o cumprimento de tais leis.
É na Educação Infantil que a criança adquire os primeiros preparos para o convívio social, tem as primeiras noções de valores morais e também através de atividades aprimora suas capacidades cognitivas e motoras.
Um longo caminho foi percorrido, percebeu-se que a criança existia, porém nos dias atuais,apesar de todo o amparo legal, a visão de infância não se difere daquela de outrora onde a criança não fazia parte das relações sociais, ou seja, não era considerada como um cidadão, porém ainda hoje pode-se constatar diferentes visões de infâncias e até a recusa de se reconhecer a criança esse direito, como exemplos pode-se citar a da criança de classe média e classe alta que estuda e recebe apoio para desenvolver-se, em contrapartida estão as crianças que trabalham desde muito pequenas para ajudar na renda familiar, da criança que fica nas ruas pedindo esmolas e se iniciando na vida de crimes. É fundamental que se tenha consciência dessas diferenças para conhecer melhor as crianças que convivem no âmbito escolar e para ter conhecimento das responsabilidades dos educadores que atuam com esta demanda.
Faz-se necessário que os profissionais da educação repensem sua prática, ciente de suas responsabilidades, influências sobre o meio social conhecendo o que é fundamental para que a criança aprenda e que os primeiros anos de contato com a Educação Infantil é primordial para a formação do caráter de se aluno.
As propostas educacionais hora vigentes, devem ser repensadas, pois as crianças em contato com profissionais competentes os resultados serão bem mais compensatórios, facilitando e muito na aquisição do saber.
Precisamos pensar nas famílias de hoje, sem estrutura alguma, não possuem as mínimas condições, seja econômica ou cultural, para educar seus filhos o que resta é a esperança de os educadores irão contribuir e muito para se evitar quem sabe no futuro males como as drogas e violência.
Outra questão que deve ser revista é a legislativa, tornando quem sabe a Educação Infantil obrigatória e formando e aperfeiçoando constantemente dos profissionais da educação.
Um longo caminho foi percorrido, percebeu-se que a criança existia, porém nos dias atuais,apesar de todo o amparo legal, a visão de infância não se difere daquela de outrora onde a criança não fazia parte das relações sociais, ou seja, não era considerada como um cidadão, porém ainda hoje pode-se constatar diferentes visões de infâncias e até a recusa de se reconhecer a criança esse direito, como exemplos pode-se citar a da criança de classe média e classe alta que estuda e recebe apoio para desenvolver-se, em contrapartida estão as crianças que trabalham desde muito pequenas para ajudar na renda familiar, da criança que fica nas ruas pedindo esmolas e se iniciando na vida de crimes. É fundamental que se tenha consciência dessas diferenças para conhecer melhor as crianças que convivem no âmbito escolar e para ter conhecimento das responsabilidades dos educadores que atuam com esta demanda.
Faz-se necessário que os profissionais da educação repensem sua prática, ciente de suas responsabilidades, influências sobre o meio social conhecendo o que é fundamental para que a criança aprenda e que os primeiros anos de contato com a Educação Infantil é primordial para a formação do caráter de se aluno.
As propostas educacionais hora vigentes, devem ser repensadas, pois as crianças em contato com profissionais competentes os resultados serão bem mais compensatórios, facilitando e muito na aquisição do saber.
Precisamos pensar nas famílias de hoje, sem estrutura alguma, não possuem as mínimas condições, seja econômica ou cultural, para educar seus filhos o que resta é a esperança de os educadores irão contribuir e muito para se evitar quem sabe no futuro males como as drogas e violência.
Outra questão que deve ser revista é a legislativa, tornando quem sabe a Educação Infantil obrigatória e formando e aperfeiçoando constantemente dos profissionais da educação.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
. KUHLMANN, Junior Moyses. Trajetórias das Concepções de Educação Infantil. Disponível em: www.omep.org.br/artigos/palestras/05.pdf. Acesso em: 03 de fevereiro 2009.
. KRAMER, Sonia. Com a pré-escola nas mãos. São Paulo: Ática, 2000.
. LIMA, Sandra Vaz. A Educação Infantil em Telêmaco Borba: Uma história em Construção. Telêmaco Borba. 2008.
. LOSSNITZ, Gislene. O Primeiro Jardim de Infância no Brasil: Emilia Ericksen. Ponta Grossa, 2006.
. KUHLMANN, Junior Moyses. Trajetórias das Concepções de Educação Infantil. Disponível em: www.omep.org.br/artigos/palestras/05.pdf. Acesso em: 03 de fevereiro 2009.
. KRAMER, Sonia. Com a pré-escola nas mãos. São Paulo: Ática, 2000.
. LIMA, Sandra Vaz. A Educação Infantil em Telêmaco Borba: Uma história em Construção. Telêmaco Borba. 2008.
. LOSSNITZ, Gislene. O Primeiro Jardim de Infância no Brasil: Emilia Ericksen. Ponta Grossa, 2006.
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