quinta-feira, 19 de abril de 2012

DIFERENÇA DA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA PARA A EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES

Quanto a adolescencia, Salles (2005, p. 35) afirma que:

[...] gradualmente, a adolescência como uma fase da vida vai se consolidando e se torna um fenômeno universal, com repercussões pessoais e sociais inquestionáveis. A adolescência passa a ser caracterizada como um emaranhado de fatores de ordem individual, por estar associada à maturidade biológica, e de ordem histórica e social, por estar relacionada às condições específicas da cultura na qual o adolescente está
inserido.

Segundo Aberastury (1981, p13), “[...] a adolescência é uma fase de mudanças psicológicas, corporais
e sociais. Essas mudanças são marcadas peloluto lento e doloroso pelo corpo de criança, pela identidade infantil e pela relação com os pais da infância”.

Segundo Tadei (2012) as exigências básicas do adolescente em relação à liberdade são: a liberdade nas saídas e horários, a liberdade de defender uma ideologia e a liberdade de viver um amor e um trabalho. Na busca dessa liberdade o adolescente apresenta desequilíbrios e instabilidades extremas, que Aberastury (1981, p. 29) denomina de [...] síndrome normal da adolescência, que é caracterizada pelos seguintes sintomas: a busca de si mesmo e de identidade; tendência grupal; necessidade de intelectualizar e fantasiar; crises religiosas; deslocação temporal; evolução sexual manifesta; atitude social reivindicatória; contradições sucessivas em todas as manifestações da conduta; separação progressiva dos pais; e constantes flutuações do humor e do estado de ânimo.

Segundo Tadei, Nesse período, os pais sentem uma dificuldade um pouco mais acentuada em ter que lidar
com o filho que já não é mais uma criança, mas que também é considerado como um sujeito adulto.O adolescente julga tudo, critica e muitas vezes rejeita as correções de seus pais como se os mesmos estivessem invadindo a sua vida.
González (2005) ressalta que os pais têm, e devem, corrigir seus filhos adolescentes quando necessário, mas a forma deve ser diferenciada, pois a crítica e a correção devem combinarse com o uso frequente de elogios, isso significa observar aquilo que o filho faz bem feito e reconhecer seu esforço; a crítica deve ser serena e bem ponderada, sem precipitações. Quando for corrigir o filho adolescente deve-se examinar previamente se você não é em parte responsável por aquilo que pretende corrigir.

Fonte: Tadei, Gescielly, 2012 - Psicologia das relações humanas- Cesumar


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